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Ucrânia nomeia novo comandante-chefe das Forças Armadas após protestos e divergências na liderança

Ucrânia nomeia novo comandante-chefe das Forças Armadas após protestos e divergências na liderança

Reuters

21/07/2026

Placeholder - loading - Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy 3 de junho de 2026 REUTERS/Thomas Peter
Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy 3 de junho de 2026 REUTERS/Thomas Peter

Por Yuliia Dysa e Olena Harmash

KIEV, 21 ​Jul (Reuters) - O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, nomeou nesta terça-feira um jovem general, Mykhailo Drapatyi, como comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, a maior reformulação da liderança militar do país, enquanto a guerra com a Rússia passa dos quatro anos.

Zelenskiy substituiu o ex-comandante-chefe Oleksandr Syrskyi, de 60 anos, por Drapatyi, de 43 anos, um comandante respeitado e experiente que liderou as forças terrestres do país de 2024 a 2025.

A mudança ocorre após dias de protestos de rua provocados por uma reorganização governamental inesperada que destituiu o popular ⁠ministro ⁠da Defesa. Ela também reflete as tensões ​entre ‌os ucranianos que veem o uso da tecnologia como fundamental para vencer a guerra e a velha guarda, com uma abordagem tradicional.

Na semana passada, Zelenskiy demitiu o reformista e especialista em tecnologia Mykhailo Fedorov, de 35 anos, que ⁠liderou um esforço para promover a inovação em drones e havia ​entrado em conflito com Syrskyi, acusando-o de sabotar seu trabalho.

Drapatyi recebeu o apoio ​de alguns dos manifestantes que se reuniram em ‌frente ao gabinete de ​Zelenskiy ⁠por vários dias, exigindo que Fedorov fosse reintegrado e que Syrskyi fosse destituído.

“As operações das Forças de Defesa da Ucrânia estão em andamento e precisam continuar de forma constante. O ​plano da Ucrânia para sanções de longo alcance e nosso programa de ataques de médio alcance serão executados com precisão absoluta”, afirmou Zelenskiy.

A remodelação ocorreu no momento em que a Ucrânia busca ganhar vantagem na guerra por meio de ataques ​intensos ao setor energético da Rússia — sua principal fonte de receita orçamentária — e à logística. A demissão de Fedorov gerou preocupações entre analistas militares de que o recente ímpeto da Ucrânia no campo de batalha pudesse ser perdido.

“Vou trabalhar com responsabilidade, com total dedicação e com respeito pelas pessoas que estão defendendo nosso país hoje”, disse Drapatyi no Facebook.

Syrskyi desempenhou um papel fundamental na defesa de Kiev nos primeiros dias ​da guerra e ocupa seu cargo de alto escalão desde o início de 2024.

Mas ele ‌também enfrentou duras críticas por um ⁠estilo de comando rígido que, segundo alguns militares, resulta em elevadas perdas de efetivos.

Zelenskiy não mencionou nenhum novo cargo para Syrskyi, dizendo que discutiu com o ⁠general de quatro estrelas seu futuro na carreira militar.

Ele ⁠também disse que havia oferecido a Fedorov — ⁠que anteriormente afirmou ⁠querer ​apenas seu antigo cargo de volta — um “cargo digno” para supervisionar a área tecnológica do Estado.

Reuters

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