Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Ucrânia retoma ataques a refinarias russas e Zelenskiy critica EUA

Ucrânia retoma ataques a refinarias russas e Zelenskiy critica EUA

Reuters

15/10/2026

Placeholder - loading - Incêndios em refinaria de petróleo em Moscou    20 de setembro de 2026    REUTERS/Stringer
Incêndios em refinaria de petróleo em Moscou 20 de setembro de 2026 REUTERS/Stringer

KIEV, 15 Out (Reuters) - A Ucrânia retomou seus ataques a ​refinarias russas com um ataque a uma instalação na região de Ryazan, informou o governador regional nesta quinta-feira, depois que o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy expressou sua indignação com uma “perigosa” retirada dos serviços de inteligência dos EUA.

Desde o anúncio surpresa do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre um cessar-fogo energético entre a Rússia e a Ucrânia no domingo, Kiev havia se abstido de ataques às refinarias russas, aos quais o líder norte-americano atribuíra a responsabilidade pelo aumento dos preços do diesel nos mercados globais.

Mas Zelenskiy vinha manifestando crescente frustração com os contínuos ataques da Rússia à infraestrutura energética ucraniana, que, segundo ele, deixaram 600 mil pessoas ⁠sem energia ⁠elétrica na quarta-feira. Ele alertou que a Ucrânia ​não suspenderia ‌seus próprios ataques indefinidamente se a Rússia não fizesse o mesmo e também criticou o que considerou ser o favoritismo de Trump em relação à Rússia.

Em entrevista ao Financial Times publicada na quinta-feira, ele afirmou que a paciência da Ucrânia havia se esgotado.

“A restrição (ao ataque a refinarias) ⁠acabou. Chega”, disse ele ao jornal.

Pavel Malkov, governador de Ryazan, afirmou em uma postagem ​no Telegram que um grande ataque ucraniano com drones na região havia provocado um incêndio em ​uma refinaria de petróleo.

“Os danos materiais estão sendo avaliados neste ‌momento. As equipes de emergência ​estão ⁠trabalhando no local”, disse ele.

Em sua entrevista, Zelenskiy criticou a ânsia de Washington em fechar acordos comerciais com Moscou e a aparente admiração de Trump pelo russo Vladimir Putin.

No sábado, Trump pediu que a Ucrânia substituísse Zelenskiy ​e criticou veementemente os ataques ucranianos à infraestrutura petrolífera russa, um dia após anunciar um acordo de fornecimento de diesel com a Rússia, com o objetivo de reduzir os preços dos combustíveis, que dispararam desde o início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, em fevereiro.

Apesar da suspensão dos ​ataques a refinarias por parte da Ucrânia, autoridades ucranianas reclamaram que não haviam recebido nenhum alerta antecipado dos EUA nos últimos dias sobre mísseis balísticos russos a caminho.

Eles também afirmaram que a versão militar do serviço de comunicações via satélite Starlink, de Elon Musk, teve sua velocidade reduzida em todo o país, prejudicando as operações na linha de frente e os ataques de médio alcance contra alvos militares russos.

Musk afirmou na quarta-feira, em uma postagem no X, que o Starshield — a versão militar do Starlink — era de propriedade ​e controle do governo dos EUA, que decidia sobre quaisquer limites de velocidade.

Zelenskiy afirmou que oficiais militares ucranianos ‌foram avisados por seus homólogos norte-americanos de que ⁠Washington bloquearia o acesso a informações de inteligência, a menos que suspendessem os ataques à infraestrutura energética russa.

Na entrevista ao FT, Zelenskiy disse que a suspensão foi apresentada a Kiev como uma falha ⁠técnica, mas descartou a ideia de que as falhas no sistema ⁠de satélites Starlink pudessem ter sido causadas por ⁠um problema técnico.

“Não foi ⁠um ​problema técnico, foi uma decisão deliberada”, disse ele ao FT.

(Reportagem de Daniel Flynn e Rhea Rose Abraham em Bengaluru)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...