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    Universidade de Washington projeta 300 mil mortes por Covid-19 nos EUA

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    Clientes esperam em fila de loja para comprar comida em mercado de Los Angeles 05/08/2020 REUTERS/Mike Blake

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    Por Doina Chiacu e Rich McKay

    WASHINGTON (Reuters) - O número de norte-americanos mortos pela Covid-19 até 1º de dezembro pode chegar a quase 300 mil, previram especialistas em saúde da Universidade de Washington nesta quinta-feira, embora tenham dito que 70 mil vidas podem ser salvas se as pessoas forem cuidadosas e usarem máscaras.

    A previsão feita pelo Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde (IHME, na sigla em inglês) acontece enquanto conselheiros sobre doenças infecciosas da Casa Branca alertam que grandes cidades dos EUA podem se tornar novos pontos críticos da doença se não forem vigilantes com contra-medidas.

    'Estamos vendo uma montanha-russa nos Estados Unidos. Parece que as pessoas estão usando máscaras e praticando o distanciamento social mais frequentemente com o aumento das infecções, e depois que as infecções começam a cair, as pessoas baixam a guarda', afirmou Christopher Murray, diretor do IHME, ao anunciar a nova projeção da universidade.

    O número total de mortos por coronavírus nos EUA passou de 159 mil, o maior do mundo, com 4,8 milhões de casos registrados. O Brasil é o segundo país mais atingido, com 98.493 mortes e 2,9 milhões de casos.

    O IHME afirmou que o número de infecções está em queda em Estados que eram considerados epicentros anteriormente, como Arizona, Califórnia, Flórida e Texas, mas crescendo no Colorado, Idaho, Kansas, Kentucky, Mississippi, Missouri, Ohio, Oklahoma, Oregon e Virgínia. As conclusões são consistentes com as contagens da Reuters.

    O governador de Ohio, Mike DeWine, um republicano, disse na quinta-feira que testou positivo para a Covid-19 antes de um encontro planejado com o presidente Donald Trump, mas falou que não estava passando por sintomas da doença.

    O Tennessee e a Carolina do Norte reportaram aumentos recordes de mortes em um só dia na quinta-feira, com 42 e 73, respectivamente.

    A epidemia norte-americana, uma vez centrada na densamente populosa cidade de Nova York, desde então infectou comunidades de costa a costa. Especialistas acreditam que a propagação foi causada em parte pelas viagens nas férias de verão.

    'Essa é uma previsão de problemas à frente', disse Anthony Fauci, principal especialista em doenças infecciosas do governo dos EUA, ao canal CNN.

    Fauci falou após a coordenadora da força-tarefa da Casa Branca para o coronavírus, Deborah Birx, identificar novas áreas de preocupação durante uma teleconferência com autoridades estaduais e locais na quarta-feira.

    As cidades de Baltimore e Atlanta continuam com 'um nível muito alto', assim como Kansas City, Portland, Omaha e o vale central da Califórnia, disse Birx na ligação, cuja gravação foi obtida pela organização de jornalismo sem fins lucrativos Center For Public Integrity.

    Pelo lado positivo, médicos e profissionais de saúde têm hoje um melhor entendimento sobre com o que estão lidando, disse Khalilah Gates, uma especialista em cuidados pulmonares críticos no Hospital Memorial Northwestern, em Chicago. 'Não sabemos tudo sobre isso, mas não é mais um medo do desconhecido'.

    Trump exigiu que autoridades locais e estaduais reabram escolas públicas para ensino presencial e Fauci já disse que as crianças devem ser enviadas de volta para as salas de aula assim que for possível, mas muitos distritos escolares no país, incluindo dois dos maiores, Los Angeles e Chicago, optaram por aulas online.

    (Reportagem de Doina Chiacu e Susan Heavey, em Washington; Barbara Goldberg e Maria Caspani, em Nova York; e Rich McKay, em Atlanta)

    Escrito por Reuters

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