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    Trump e Biden dividem primeiros Estados com resultados projetados em eleições dos EUA

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    03/11/2020 REUTERS/Rebecca Cook

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    Por Trevor Hunnicutt e Alexandra Alper

    WILMINGTON, Delaware/WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o concorrente democrata, Joe Biden, dividiram as vitórias nos primeiros Estados norte-americanos a terem resultados projetados na corrida à Casa Branca na noite desta terça-feira, com Trump conquistando os conservadores Kentucky e Indiana e Biden levando Vermont e Virgínia, em resultados amplamente esperados.

    À medida que as urnas começavam a fechar em 10 Estados, em uma eleição realizada em um país profundamente polarizado e em meio a uma pandemia, a Edison Research projetava que Trump venceria em Indiana, e a Associated Press apontou o republicano conquistando o Estado de Kentucky, enquanto a Fox News projetava que Biden ganharia em Vermont e Virgínia.

    Estados mais disputados, que podem ajudar a decidir a corrida presidencial, incluindo a Geórgia e a Flórida, ainda estavam indeterminados, com as urnas começando a fechar em algumas regiões dos dois Estados.

    Os eleitores, muitos deles usando máscaras e mantendo o distanciamento social para se protegerem contra o contágio pelo coronavírus, passaram por longas filas em algumas locações, e por curtos períodos de espera em muitas outras. Não houve sinais de perturbações ou violência em zonas eleitorais, como temiam algumas autoridades.

    O vencedor --que pode não ser determinado por dias-- irá liderar um país golpeado por uma pandemia que matou mais de 231 mil de pessoas e deixou milhões sem emprego, repleto de tensões raciais e de polarização política que apenas se intensificou durante a virulenta campanha.

    Um terço dos eleitores norte-americanos escolheu a economia como a principal questão para escolher o próximo presidente, enquanto 2 em cada 10 citaram a Covid-19, de acordo com a pesquisa de boca de urna da Edison Research nesta terça-feira.

    Na pesquisa nacional de boca de urna, quatro de cada 10 eleitores disseram que acreditavam que as iniciativas para conter o vírus estavam indo 'muito mal'. Nos Estados cruciais da Flórida e da Carolina do Norte, que podem decidir a eleição, cinco de cada 10 eleitores disseram que a resposta nacional à pandemia estava indo 'um pouco ou muito mal'.

    Biden, ex-vice-presidente democrata, colocou a condução de Trump da pandemia no centro de sua campanha e manteve uma liderança consistente nas pesquisas nacionais de intenção de votos sobre o presidente republicano.

    Biden, de 77 anos, parecia ter múltiplos caminhos para a vitória no Colégio Eleitoral, a instituição que determina o vencedor, de Estado para Estado. Pelo menos 270 votos eleitorais, determinados pela população de cada Estado, são necessários para vencer.

    Trump, de 74 anos, está com um número significativo o bastante de intenções de voto em diversos Estados cruciais, o suficiente para repetir o tipo de virada que conseguiu em 2016, quando derrotou a democrata Hillary Clinton apesar de perder o voto popular nacional por cerca de 3 milhões.

    Apesar da divulgação dos primeiros resultados, a apuração pode continuar por dias.

    'Estou esperançoso', disse Biden a jornalistas em seu Estado do Delaware, após aparecer anteriormente no decisivo Estado da Pensilvânia para fazer um apelo de última hora a seus eleitores.

    'O que estou ouvindo', acrescentou o democrata, 'é que há um comparecimento esmagador, e esmagador especialmente por causa de jovens, mulheres' --e em alguns Estados por causa de eleitores negros mais velhos-- grupos que podem favorecê-lo.

    Em Arlington, na Virgínia, Trump afirmou: 'Eu acredito que teremos uma grande noite... Mas é política, e são as eleições, e você nunca sabe. Ganhar é fácil. Perder nunca é fácil - não para mim', acrescentou Trump.

    (Reportagem de Trevor Hunnicutt em Scranton, Pensilvânia, e Doina Chiacu em Washington; Reportagem adicional de Steve Holland e Susan Heavey em Washington e Katanga Johnson e Rich McKay em Atlanta)

    Escrito por Reuters

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