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Vale tem prejuízo líquido de US$3,8 bi no 4° tri com impacto de baixas contábeis

Vale tem prejuízo líquido de US$3,8 bi no 4° tri com impacto de baixas contábeis

Reuters

12/02/2026

Placeholder - loading - Logo da Vale em mina da empresa 04/02/2019 REUTERS/Washington Alves
Logo da Vale em mina da empresa 04/02/2019 REUTERS/Washington Alves

Atualizada em  12/02/2026

RIO DE JANEIRO, 12 Fev (Reuters) - A Vale reportou um prejuízo ​líquido de US$3,8 bilhões no quarto trimestre, ante prejuízo de US$694 milhões no mesmo período do ano anterior, com impacto de baixas contábeis, apesar de um sólido desempenho nas vendas de minério de ferro e cobre, informou a mineradora nesta quinta-feira.

Segundo a empresa, o trimestre sofreu principalmente com impacto de 'impairments' de US$3,5 bilhões nos ativos de níquel da Vale Base Metals no Canadá, diante de uma revisão das premissas de preço de longo prazo para o níquel, além de uma baixa de US$2,8 bilhões em imposto diferido de subsidiárias.

Ao excluir os itens não recorrentes, como as baixas contábeis, o lucro líquido proforma somou US$1,5 bilhão no quarto ⁠trimestre, alta ⁠de 68% na comparação com o mesmo período ​do ano ‌anterior, com impulso do aumento do Ebitda proforma e de impacto positivo da avaliação a mercado dos swaps cambiais.

Os fatores positivos foram, entretanto, parcialmente compensados por provisões adicionais relacionadas à Samarco, além da ausência de ganhos extraordinários registrados no quarto trimestre de 2024.

Apesar do prejuízo líquido, o Ebitda ⁠ajustado foi beneficiado por maiores volumes de vendas e preços de cobre e minério ​de ferro, além de receitas de subprodutos e melhorias operacionais, segundo o relatório da companhia.

O lucro ​antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado somou US$4,6 ‌bilhões entre outubro e ​dezembro, contra ⁠US$3,8 bilhões no quarto trimestre de 2024.

No ano de 2025, a Vale registrou lucro líquido de US$2,35 bilhões, uma queda de 62% em relação ao ano anterior. O lucro líquido proforma, entretanto, cresceu 28% no período, para ​US$7,8 bilhões.

Ao longo do ano, a companhia elevou em 2,6% a produção de minério de ferro --seu principal produto --, a 336,1 milhões de toneladas em 2025, superando pela primeira vez desde 2018 o total produzido pela concorrente Rio Tinto em Pilbara, principal polo produtor da gigante australiana.

'Em 2025, a Vale entregou um desempenho ​excepcional, atingindo ou superando todos os guidances', disse o presidente Gustavo Pimenta.

'Em nossas operações, atingimos os maiores níveis de produção de minério de ferro e cobre desde 2018 e entregamos crescimento de dois dígitos na produção de níquel. Esse forte desempenho operacional foi suportado pela maior confiabilidade dos ativos e pelo bem-sucedido ramp-up de projetos-chave de crescimento, como Capanema, Vargem Grande, VBME e Onça Puma.'

RECEITA NO 4º TRI

A receita líquida de vendas somou US$11,06 bilhões entre outubro e dezembro, alta de 9% ante o quarto trimestre de 2024.

A produção ​da Vale no quarto trimestre somou 90,4 milhões de toneladas, avanço de 6% no comparativo anual, devido ao ‌desempenho da mina Brucutu e pelo contínuo 'ramp-up' dos ⁠projetos Capanema e VGR1.

No quarto trimestre, a dívida líquida da Vale totalizou US$11,2 bilhões, um aumento de 7% em relação aos US$10,5 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.

Já a dívida líquida expandida, ⁠que inclui provisões de Brumadinho, Samarco e swaps cambiais, somou US$15,6 ⁠bilhões ao final do trimestre, representando uma redução ⁠de 5% ante os ⁠US$16,5 ​bilhões de dezembro de 2024, principalmente pela maior geração de caixa livre das operações.

(Por Marta Nogueira e André Romani)

Reuters

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