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Vendas de diesel no Brasil sobem levemente em fevereiro, gasolina ganha fôlego, mostra ANP

Vendas de diesel no Brasil sobem levemente em fevereiro, gasolina ganha fôlego, mostra ANP

Reuters

31/03/2026

Placeholder - loading - Posto de combustíveis no Rio de Janeiro 10/07/2025 REUTERS/Pilar Olivares
Posto de combustíveis no Rio de Janeiro 10/07/2025 REUTERS/Pilar Olivares

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO, 31 Mar (Reuters) - As vendas ​de diesel B (com mistura de biodiesel) no Brasil registraram uma leve alta em fevereiro na comparação anual, impactadas pelo atraso da colheita da soja, enquanto a demanda por gasolina ganhou mais fôlego no período, mostraram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), nesta terça-feira, e análise da consultoria StoneX.

No segundo mês do ano, as vendas de diesel B somaram 5,32 bilhões de litros, alta de 0,8% em relação a fevereiro de 2025 e alta de 2,4% frente a janeiro, conforme dados da autarquia. Segundo a StoneX, o desempenho reflete a menor demanda do combustível na frente agrícola, diante do atraso da colheita da soja, que reduziu ⁠o transporte do ⁠grão no período.

'A recuperação do indicador de ​colheita em ‌março, no entanto, é um fator que deve garantir um crescimento do consumo para transporte do grão até os centros consumidores e terminais de exportação', afirmou Bruno Cordeiro, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

No acumulado de janeiro a fevereiro, as vendas de diesel B totalizaram 10,52 bilhões de ⁠litros, queda de 1,3% sobre o mesmo período do ano passado, de acordo com ​os dados da ANP. A antecipação das compras por parte dos postos em dezembro, em meio ao ​aumento do ICMS em janeiro, e o atraso da colheita ‌da soja seguem como ​os principais ⁠fatores por trás dessa redução, segundo Cordeiro.

Para os próximos meses, no entanto, a expectativa é de recuperação do indicador, com o início do plantio do milho contribuindo para uma maior demanda pelo combustível, disse o especialista.

GASOLINA

Já as vendas ​de gasolina ganharam mais fôlego em fevereiro, avançando para 3,76 bilhões de litros, o que representa uma alta de 10,3% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo a ANP.

'Esse movimento já era antecipado conforme o etanol hidratado se mostrou pouco competitivo no mês, com a paridade acima de 70% (fechada) em todos os ​Estados do país', afirmou Isabela Garcia, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

Segundo a consultoria, esse cenário ajudou a amenizar a queda sazonal das vendas de gasolina C, que tradicionalmente acompanham o enfraquecimento do consumo de combustíveis leves em fevereiro. No acumulado do primeiro bimestre, as vendas de gasolina somaram 7,68 milhões de metros cúbicos, alta de 5,9% na comparação anual.

Para os próximos meses, no entanto, a expectativa é de desaceleração do crescimento da demanda por gasolina C, especialmente a partir do segundo trimestre, segundo a StoneX. Em março, a ​alta dos preços da gasolina voltou a elevar a atratividade do etanol em alguns Estados, embora a resposta do ‌consumo ocorra com defasagem.

'Assim, espera-se que a substituição ⁠da preferência entre álcool e gasolina será reforçada a partir de abril com o aumento da oferta do biocombustível em meio ao início da moagem no centro-sul', disse Garcia.

A comercialização do etanol hidratado, por ⁠sua vez, recuou 11,5% na comparação anual, para 1,52 bilhão de ⁠litros em fevereiro. Já no acumulado do primeiro bimestre, ⁠as vendas do biocombustível ⁠somaram ​3,17 bilhões de litros, queda de 10,8% em relação ao mesmo período de 2025.

(Por Marta NogueiraEdição de Alexandre Caverni)

Reuters

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