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Vítimas de Epstein processam espólio dele por causa da coleção de pornografia infantil

Vítimas de Epstein processam espólio dele por causa da coleção de pornografia infantil

Reuters

16/09/2026

Placeholder - loading - Fotos do falecido financista e criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein são projetadas no Washington Hilton, em Washington 24 de abril de 2026 REUTERS/Aaron Schwartz
Fotos do falecido financista e criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein são projetadas no Washington Hilton, em Washington 24 de abril de 2026 REUTERS/Aaron Schwartz

Por Andrew Hay

16 Set (Reuters) - Duas ​mulheres cujas imagens, quando eram meninas, foram encontradas em material pornográfico apreendido de Jeffrey Epstein entraram com uma ação coletiva nesta quarta-feira buscando indenização do espólio do falecido criminoso sexual para pessoas que aparecem em sua coleção de milhares de fotos e vídeos de material de abuso sexual infantil.

A ação busca pelo menos US$6 milhões em nome de mais de 40 pessoas, algumas das quais constavam ⁠no ⁠chamado “álbum de modelos” de Epstein, uma ​coleção ‌de imagens sexualizadas de crianças apreendida por investigadores federais em 2019 em sua residência em Nova York, de acordo com o processo apresentado no Tribunal Federal de Manhattan.

Outras pessoas ⁠apareceram em mais de dez mil vídeos e imagens ​baixados de material de abuso sexual infantil e de outros ​conteúdos pornográficos apreendidos nas propriedades do falecido ‌financista, de acordo ​com ⁠a ação.

Epstein foi condenado por solicitar sexo a uma menor em 2008 e acusado de tráfico sexual de menores em 2019. Ele nunca ​foi processado por criar, obter e distribuir material de abuso sexual infantil para si mesmo e para outros.

A ação foi movida contra o ex-advogado de Epstein Darren Indyke e seu ex-contador ​Richard Kahn, os coexecutores do espólio de Epstein. Daniel Weiner, advogado que representa Indyke, se recusou a comentar. Um advogado de Kahn não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Uma das autoras, identificada como Jane Doe, alega que Epstein roubou fotografias dela parcialmente nua, tiradas quando ela tinha 12 anos. A outra, que usa o pseudônimo “Amy”, ​afirma que aparece em material de abuso sexual infantil apreendido nas ‌propriedades de Epstein em 2019 ⁠e que ainda está sendo comercializado.

A ação pede que o tribunal crie um programa para notificar as pessoas que aparecem na ⁠coleção de Epstein e ordene que seu ⁠espólio pague aos membros da ⁠ação coletiva ⁠US$150.000 ​cada, além de outras penalidades financeiras.

(Reportagem de Andrew Hay no Novo México; )

Reuters

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