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Wall Street amplia ganhos com alívio tarifário e dados otimistas dos EUA

Wall Street amplia ganhos com alívio tarifário e dados otimistas dos EUA

Reuters

22/01/2026

Placeholder - loading - Operadores na bolsa de Nova York 13/01/2026 REUTERS/Brendan McDermid
Operadores na bolsa de Nova York 13/01/2026 REUTERS/Brendan McDermid

Por Sruthi Shankar e Pranav Kashyap

22 Jan (Reuters) - Os principais ⁠índices de Wall Street continuaram a subir nesta quinta-feira, aproximando-se de suas máximas históricas, depois que o presidente Donald Trump suavizou sua ameaça de tarifas contra a Europa, enquanto um novo conjunto de dados econômicos reforçou a resiliência da economia norte-americana.

Às 13h12 pelo horário de Brasília, o índice Dow Jones subia 0,87%, aos 49.503,17 pontos, o S&P 500 tinha alta de 0,65%, aos 6.920,37 pontos, e o Nasdaq avançava 0,79%, aos 23.407,91 pontos.

Os principais índices dos EUA se recuperaram na quarta-feira, com o S&P 500 registrando seu maior ganho percentual em um único dia ​em dois meses, após Trump recuar na imposição de ⁠tarifas ⁠como forma de pressionar a Groenlândia, sugerindo, em vez disso, que um acordo estava próximo para encerrar a disputa sobre o território dinamarquês.

As ameaças de Trump em relação a tarifas haviam causado apreensão nos mercados globais na terça-feira, embora os operadores tenham retornado rapidamente às bolsas de valores após sua mudança de posição.

O Índice de ‌Volatilidade da CBOE, também conhecido como o indicador de medo de Wall Street, caiu ​ainda mais em relação ao pico de dois meses ‌atingido na terça-feira.

'A onda ​de vendas ​que vimos não teve nada a ver com a política de venda de ativos americanos. Tem mais a ver com o aumento das operações de hedge (proteção) por parte de investidores não americanos', ​disse Elias Haddad, chefe global de estratégia de mercados da Brown Brothers Harriman.

As ações de tecnologia estiveram na liderança das altas, com Alphabet, Tesla, Apple e Meta com ganhos firmes. O setor de serviços de comunicação também subia.

O índice de gastos de consumo pessoal mostrou aumento considerável em novembro e outubro, provavelmente mantendo a economia no caminho certo para um terceiro trimestre consecutivo de forte crescimento.

Os dados foram divulgados antes da decisão sobre a taxa de juros do Federal Reserve na próxima semana, em que se espera amplamente a manutenção, em meio à inflação ainda persistente e a evidências de resiliência econômica.

Os investidores também estão levando em consideração a incerteza sobre quem Trump escolherá para liderar o banco central. Ele reiterou suas críticas ⁠ao chair atual, Jerome Powell, na quarta-feira, por não cortar juros de forma mais agressiva. Segundo ‌Trump, uma decisão sobre o próximo chair ⁠do Fed será tomada em breve.

Já os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos Estados aumentaram menos do que o esperado na semana passada, sugerindo que o mercado de trabalho norte-americano manteve ‍um ritmo constante de crescimento de empregos em janeiro. Enquanto isso, a economia dos EUA cresceu 4,4% no terceiro trimestre de ​2025, ‌um pouco acima da previsão, segundo estimativa final.

(Reportagem de Sruthi Shankar e Pranav Kashyap em Bengaluru)

Reuters

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