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Xi defende laços econômicos maiores entre Brics para aumentar perfil global do bloco

Xi defende laços econômicos maiores entre Brics para aumentar perfil global do bloco

Reuters

13/09/2026

Placeholder - loading - Presidente da China, Xi Jinping, durante reunião de cúpula do Brics em Nova Délhi 13 de setembro de 2026 Sputnik/Alexander Kazakov/Pool via REUTERS
Presidente da China, Xi Jinping, durante reunião de cúpula do Brics em Nova Délhi 13 de setembro de 2026 Sputnik/Alexander Kazakov/Pool via REUTERS

NOVA DÉLHI, 13 Set (Reuters) - O presidente da China, Xi Jinping, ​divulgou neste domingo iniciativas em áreas que vão da inteligência artificial ao comércio, com o objetivo de aprofundar a cooperação entre as economias emergentes do “Grande Brics”, à medida que Pequim busca transformar o grupo em uma plataforma prática para o desenvolvimento do Sul Global.

A cooperação em áreas que vão da política e segurança à economia e finanças é o principal foco do grupo, com a Índia, que assumirá a presidência em 2026, e a China, que assumirá em 2027, buscando uma parceria mais ampla para ampliar sua influência global.

O sucesso da “Iniciativa do Grande Brics” depende da construção de uma base sólida para a cooperação pragmática, afirmou Xi na cúpula anual dos líderes do bloco em Nova Délhi, segundo a agência oficial de ⁠notícias Xinhua.

Os países ⁠do “Grande Brics” devem cooperar ainda mais, manter a ​estabilidade das cadeias ‌industriais e de abastecimento e cultivar um mercado integrado, afirmou Xi na sessão de encerramento da cúpula.

A China assumirá a liderança no estabelecimento de uma Zona de Código Aberto de IA do Brics para promover a cooperação em grandes modelos de linguagem, treinamento em inteligência artificial e um ecossistema aberto de IA, acrescentou Xi.

Ele ⁠também propôs uma parceria para a criação de uma Zona Econômica Especial do Brics e afirmou ​que a China sediará um Fórum de Comércio de Serviços do Brics no próximo ano para impulsionar os ​laços comerciais e de investimento.

PAPEL AMPLIADO

O Brics se expandiu para incluir Irã, ‌Indonésia, Egito, Etiópia e Emirados ​Árabes Unidos, ⁠além dos membros originais — Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — de duas décadas atrás, que tinham como objetivo transformar uma ordem mundial dominada pelos Estados Unidos.

Além disso, 10 países parceiros abrangem economias emergentes da Ásia, África, América Latina e Oriente ​Médio, ampliando seu alcance pelo Sul Global.

A China e a Rússia às vezes se referem a esse bloco maior como “Grande Brics”.

Os benefícios das soluções desenvolvidas no âmbito do Brics não devem se limitar apenas ao bloco, mas devem ser adaptáveis e acessíveis para atender às necessidades do Sul Global, afirmou o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, em declarações anteriores.

O presidente ​da Rússia, Vladimir Putin, chamou o Brics de uma poderosa força motriz para a criação de uma ordem mundial nova, mais justa e multipolar, instando seus membros a encontrar maneiras de combinar as vantagens competitivas de suas economias individuais.

A cúpula ocorre em meio à retomada dos combates na região do Golfo Pérsico, com ataques recíprocos entre os Estados Unidos e o Irã, além dos houthis — apoiados pelo Irã — ampliando o conflito ao lançarem ataques contra a Arábia Saudita.

Mas a cúpula do fim de semana alcançou um importante objetivo diplomático no sábado, quando conseguiu chegar a um consenso sobre uma declaração ​conjunta apoiada pelo Irã e pelos Emirados Árabes Unidos.

Em termos gerais, a declaração expressou profunda preocupação com a contínua escalada da tensão ‌no Oriente Médio e instou ao exercício da ⁠máxima moderação.

Separadamente, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, também se reuniu com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi à margem do evento, no encontro de mais alto nível entre autoridades dos dois países desde o início do conflito.

Eles discutiram ⁠questões que vão desde a redução da tensão e a estabilidade até os ⁠esforços para promover a paz e o desenvolvimento regionais.

(Reportagem ⁠de Saurabh Sharma, Sarita Chaganti ⁠Singh, ​Shivangi Acharya, Nikunj Ohri, Aftab Ahmed, Sakshi Dayal, Shilpa Jamkhandikar e Hritam Mukherjee, em Nova Délhi, e Casey Hall, em Xangai)

Reuters

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