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Zuckerberg pede desculpas ao governo da Índia por conteúdo e erros da Meta, diz imprensa local

Zuckerberg pede desculpas ao governo da Índia por conteúdo e erros da Meta, diz imprensa local

Reuters

05/08/2026

Placeholder - loading - Presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg 18 de fevereiro de 2026 REUTERS/Mike Blake
Presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg 18 de fevereiro de 2026 REUTERS/Mike Blake

5 Ago (Reuters) - O presidente-executivo da Meta, ​Mark Zuckerberg, pediu desculpas ao governo indiano por material de abuso sexual infantil nas plataformas da empresa e por erros operacionais, noticiaram canais de televisão locais nesta quarta-feira.

Zuckerberg pediu desculpas pelo material, bem como por conteúdos deepfake e falhas operacionais nas plataformas da Meta, informou a Moneycontrol, especializada em notícias financeiras, citando fontes.

A Moneycontrol acrescentou que o pedido de desculpas foi transmitido durante uma reunião entre executivos da Meta ⁠e ⁠autoridades do governo indiano na ​terça-feira.

A Meta, ‌proprietária do Facebook e do Instagram, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Em julho, o governo indiano ordenou que a empresa removesse anúncios e conteúdos que promovessem material de ⁠abuso sexual infantil no Instagram, informou a BBC, citando uma ​autoridade de alto escalão do Ministério de Eletrônica e Tecnologia ​da Informação.

O governo também solicitou à Meta ‌que, no prazo ​de ⁠sete dias, apresentasse uma explicação sobre como anúncios contendo tal material foram permitidos na plataforma, acrescentou a reportagem da BBC.

A Meta afirmou na época ​que mantinha uma política de tolerância zero em relação a material de abuso sexual infantil e que continuava a fortalecer seus sistemas de detecção, segundo a BBC.

No mês passado, o Ministério da ​Informação e Tecnologia da Índia convocou executivos da Meta depois que o Facebook restringiu brevemente uma postagem do primeiro-ministro Narendra Modi. A empresa afirmou que a postagem havia sido bloqueada inadvertidamente devido a um erro operacional.

A polícia de Hyderabad também abriu um inquérito contra o chefe da Meta Índia, Arun Srinivas, por conta de vídeos postados no ​Facebook que supostamente retratavam Modi de “maneira abusiva”, segundo um oficial sênior da ‌polícia.

A Índia tornou as regras ⁠de conteúdo mais rígidas este ano, restringindo a proteção legal que isenta as plataformas de responsabilidade por conteúdo gerado por usuários.

Desde fevereiro, ⁠as plataformas devem remover conteúdos ilegais sinalizados ⁠pelos tribunais ou pelo governo ⁠em até três ⁠horas, ​em vez das 36 horas anteriores.

(Reportagem de Shanima Aniyeri e Surbhi Misra)

Reuters

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