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Abbas adia eleições palestinas e marca pleito presidencial para setembro de 2027

Abbas adia eleições palestinas e marca pleito presidencial para setembro de 2027

Reuters

10/10/2026

Placeholder - loading - Presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, em Roma     7 de novembro de 2025    REUTERS/Remo Casilli
Presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, em Roma 7 de novembro de 2025 REUTERS/Remo Casilli

RAMALLAH, 10 Out (Reuters) - O presidente palestino ​Mahmoud Abbas adiou neste sábado as eleições legislativas previstas para o próximo mês até 11 de setembro de 2027 e convocou uma eleição presidencial para a mesma data, atribuindo a culpa pelo adiamento a Israel e à situação de segurança nos territórios palestinos.

O decreto de Abbas citou “obstáculos impostos por medidas israelenses” e a necessidade de estabelecer condições políticas, de segurança e no terreno adequadas para “eleições livres, justas e inclusivas”, informou a agência oficial de notícias palestina WAFA.

O decreto convocou ⁠os ⁠palestinos em Jerusalém, na Cisjordânia e ​em Gaza ‌a votar.

Havia sérias dúvidas de que a votação da Autoridade Palestina fosse ocorrer no mês que vem. Os palestinos não realizam eleições legislativas ou presidenciais desde 2005-06, período após o qual o rival de ⁠Abbas, o grupo islâmico Hamas, assumiu o controle de Gaza, destituindo ​seus partidários.

Abbas tem governado por decreto desde que seu mandato presidencial expirou ​em 2009.

A Autoridade Palestina realizou eleições municipais em ‌abril na Cisjordânia ​e em ⁠Deir al-Balah, no centro de Gaza, a única cidade do enclave que participou. A votação foi a primeira eleição realizada em Gaza desde 2006.

Segundo o decreto, os ​ataques militares israelenses, a expansão dos assentamentos, a violência dos colonos e as restrições de circulação na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, juntamente com a retenção contínua por parte de Israel das receitas tributárias palestinas, criaram desafios para ​a preparação e a realização das eleições em novembro deste ano.

Em Gaza, o decreto apontou para “condições excepcionais de segurança e humanitárias”, a retirada incompleta das forças israelenses, a falta de progresso na reconstrução e o fracasso na implementação de acordos para o envio de forças internacionais de estabilização e da polícia.

As restrições israelenses ao acesso de funcionários da comissão eleitoral e observadores internacionais a Gaza ​e Jerusalém Oriental também complicaram os preparativos, segundo o decreto.

Não houve comentário imediato de ‌Israel sobre o anúncio de ⁠Abbas, com autoridades indisponíveis para comentar no sábado, o sabá judaico. Israel normalmente proíbe a Autoridade Palestina de realizar eleições em Jerusalém Oriental, território que ⁠conquistou na guerra de 1967 e posteriormente anexou, ⁠em uma medida que a maioria ⁠dos países não ⁠reconhece.

(Reportagem ​de Ali Sawafta em Ramallah, Nidal Al-Mughrabi no Cairo e Eman Abouhassira em Dubai)

Reuters

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