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Abelardo De La Espriella, de direita, assume Presidência da Colômbia e promete combate firme ao crime

Abelardo De La Espriella, de direita, assume Presidência da Colômbia e promete combate firme ao crime

Reuters

07/08/2026

Placeholder - loading - Novo presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella 21 de julho de 2026 REUTERS/Juan David Duque
Novo presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella 21 de julho de 2026 REUTERS/Juan David Duque

Atualizada em  07/08/2026

CALI, Colômbia, 7 de agosto (Reuters) - O advogado de direita Abelardo ​De La Espriella tomou posse nesta sexta-feira como presidente da Colômbia perante o Congresso, em uma cerimônia realizada sob forte esquema de segurança que, pela primeira vez na história, ocorreu em uma cidade diferente de Bogotá, a capital do país.

“Juro perante Deus e prometo ao povo cumprir fielmente a Constituição e as leis da Colômbia”, disse De La Espriella depois que o presidente do Congresso, Honorio Henríquez, colocou-lhe a faixa presidencial e conduziu o juramento.

A cerimônia de posse, que contou com a presença de 10 presidentes e chefes de Estado, além de delegações dos Estados Unidos e de outros países, foi realizada em Cali, no sudoeste do país, cidade que foi fortemente protegida por mais de 11.000 militares das Forças Armadas e medidas de segurança rigorosas devido ⁠ao temor de ⁠ataques com explosivos por parte de grupos armados ilegais.

De ​La Espriella, ‌de 48 anos, venceu no segundo turno da eleição presidencial de 21 de junho o candidato de esquerda Iván Cepeda, apoiado pelo agora ex-presidente Gustavo Petro, com o que a Colômbia deu uma guinada à direita, acelerando uma mudança política em direção a esse bloco conservador que se estende pela América Latina.

A Colômbia passou a integrar a ⁠lista de países latino-americanos que elegeram presidentes de direita nos últimos anos, como Argentina, Bolívia, Costa ​Rica, Chile, Equador, Panamá e Peru.

De La Espriella propõe uma “mão firme” contra o crime, o tráfico de drogas e os ​grupos armados ilegais, o fortalecimento das Forças Armadas e a construção de ‌megaprisões, em um país atormentado ​por um ⁠conflito armado interno de seis décadas que já deixou cerca de meio milhão de mortos.

“Vim para encerrar um longo capítulo de resignação nacional e, junto com o povo, embarcar na mais profunda transformação de nosso destino”, disse De La Espriella na base militar do ​Batalhão de Pichincha, em Cali, após tomar posse no auditório de uma universidade próxima. “Envio uma mensagem firme ao povo colombiano: chegou a hora de restaurar a ordem, a autoridade e a liberdade.”

“Os membros de gangues criminosas e grupos narcoterroristas têm duas opções: submeter-se ao Estado de Direito ou enfrentar a resposta determinada do Estado colombiano e de suas forças de segurança”, disse ​o novo presidente às tropas reunidas na base durante um discurso de 75 minutos, acrescentando que a opção de negociações de paz com grupos armados havia sido “completamente esgotada”.

“Chegou a hora de erradicar definitivamente o flagelo das culturas ilícitas”, disse De La Espriella, acrescentando que utilizaria pulverização aérea de herbicidas que não prejudiquem a saúde humana nem o meio ambiente para destruir a coca. Em uma de suas primeiras medidas como presidente, a Colômbia aderirá ao programa “Escudo das Américas”, fundado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, acrescentou De La Espriella.

O novo presidente, que se apresenta como um “outsider” da política, apelidado de “El Tigre” e líder do movimento ​Defensores da Pátria, também planeja reduzir impostos, diminuir o tamanho do Estado em até 40% e relançar o setor de mineração e ‌energia por meio da retomada da assinatura de contratos ⁠de exploração de hidrocarbonetos.

Mas o presidente terá que conciliar suas propostas para formar uma coalizão que lhe permita aprovar as reformas necessárias em um Congresso dividido e no qual, embora nenhum dos partidos políticos tenha maioria, a esquerda é a ⁠principal força.

O presidente enfrentará o desafio de impulsionar as reformas exigidas pela quarta ⁠maior economia da América Latina, voltadas para sanear suas finanças, ⁠reduzir a pobreza, combater a ⁠violência ​associada ao conflito armado interno e atender às necessidades da população nas áreas de saúde, educação e emprego.

(Reportagem de Javier Andrés Rojas)

Reuters

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