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Ação da Marcopolo desaba mais de 9% e toca mínima desde abril de 2025 após balanço com piora em margem

Ação da Marcopolo desaba mais de 9% e toca mínima desde abril de 2025 após balanço com piora em margem

Reuters

04/08/2026

Placeholder - loading - Trabalhador opera na linha de produção de carrocerias de ônibus na fábrica da Marcopolo, uma das maiores fabricantes de ônibus do mundo, com operações em vários continentes, em Caxias do Sul, Brasil,
Trabalhador opera na linha de produção de carrocerias de ônibus na fábrica da Marcopolo, uma das maiores fabricantes de ônibus do mundo, com operações em vários continentes, em Caxias do Sul, Brasil,

SÃO PAULO, 4 Ago (Reuters) - As ações ​da Marcopolo recuavam mais de 9% na bolsa paulista nesta terça-feira, tocando mínima intradia desde abril do ano passado e respondendo pelo pior desempenho do Ibovespa, após o balanço do segundo trimestre mostrar queda de 15,5% no lucro líquido, para R$271 milhões.

O Ebitda encolheu 15% em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$339 milhões, com a margem nessa linha caindo de 17,3% para 14,3%, de acordo com os números divulgados na segunda-feira, após ⁠o ⁠fechamento do mercado. A receita operacional ​líquida somou ‌R$2,37 bilhões, acréscimo de 3%, enquanto a margem bruta passou de 25,7% para 21,9%.

Por volta de 11h40, os papéis preferenciais da companhia desabavam 9,12%, a R$4,88, enquanto o Ibovespa subia 0,38%. Na ⁠mínima até o momento, foram negociados em queda de 9,31%, a ​R$4,87, menor cotação intradia desde abril de 2025.

Analistas do Citi avaliaram ​que a companhia reportou um segundo trimestre ‌fraco, principalmente devido a ​um ⁠mix de entregas menos favorável no Brasil, ponderando que as receitas ficaram 5% acima da estimativa deles, mas ressaltando que a margem bruta de 21,9%, a menor ​dos últimos três anos, contribuiu para um Ebitda 17% abaixo do que esperavam.

Eles acrescentaram que a base de comparação era desafiadora. No segundo trimestre de 2025, a Marcopolo produziu 1.348 ônibus rodoviários de alta margem ​no Brasil e no exterior (34% da produção total), enquanto no período de abril a junho de 2026 esse número caiu para apenas 900 unidades (22% da produção).

'Esse fator, combinado com uma maior participação de micro-ônibus de menor margem (18% da receita no segundo trimestre de 2026, ante 8% no segundo trimestre de 2025) e custos mais elevados de matérias-primas, pressionou a rentabilidade das operações domésticas', ​afirmou a equipe liderada por Andre Mazini em relatório a clientes.

'No exterior, ‌as margens foram negativamente impactadas pela ⁠valorização do real e por resultados mais fracos na Argentina e no México. A Austrália continua apresentando desempenho superior e permanece como o ⁠principal vetor de crescimento da companhia', destacaram, citando ⁠que esperam alguma melhora sequencial no ⁠terceiro trimestre. 'Mas o ⁠ímpeto ​dos resultados no curto prazo continua sob pressão.'

(Por Paula Arend Laier;Edição Michael Susin)

Reuters

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