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Ambev tem lucro líquido ajustado de R$4,4 bi no 3º tri

Ambev tem lucro líquido ajustado de R$4,4 bi no 3º tri

Reuters

29/10/2026

Placeholder - loading - Funcionário caminha pela Ambev, sediada no Brasil e braço latino-americano da gigante cervejeira AB InBev, na cidade de Piraí, perto do Rio de Janeiro, Brasil, em 23 de março de 2020 REUTERS/Pilar Oli
Funcionário caminha pela Ambev, sediada no Brasil e braço latino-americano da gigante cervejeira AB InBev, na cidade de Piraí, perto do Rio de Janeiro, Brasil, em 23 de março de 2020 REUTERS/Pilar Oli

Atualizada em  29/10/2026

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO, 29 Out (Reuters) - A Ambev ​teve lucro líquido de R$4,37 bilhões no terceiro trimestre, de R$4,86 bilhões um ano antes, refletindo a ausência de efeitos tributários não recorrentes registrados em 2025, além de impactos relacionados ao desinvestimento em Barbados, divulgou a cervejaria nesta quinta-feira.

Em termos ajustados, o lucro líquido cresceu mais de 14% para R$4,4 bilhões, acima das estimativas de analistas compiladas pela LSEG, que apontavam resultado positivo de R$3,9 bilhões.

O balanço da dona de marcas como Budweiser e Skol mostrou também expansão orgânica de 8,9% no Ebitda ajustado, para R$7,27 bilhões. A margem cresceu 0,4 ponto percentual nessa métrica, enquanto a receita líquida orgânica consolidada cresceu 7,6% em relação ao mesmo período do ano ⁠passado, com aumento ⁠de 6,8% da receita líquida por hectolitro (ROL/hl).

O ​trimestre ainda ‌mostrou resultado financeiro negativo de R$312,4 milhões, mas um ano antes o desempenho negativo superou R$1 bilhão.

PREMIUM É DESTAQUE NO BRASIL

Em Cerveja Brasil, a companhia registrou crescimento orgânico de 0,5% no volume em relação ao terceiro trimestre do ano passado. A receita líquida aumentou 4,8% e o custo do ⁠produto vendido subiu 5,1% nessa comparação. No segmento de bebidas não alcoólicas (NAB), que contempla refrigerantes, energéticos, sucos, ​chás e água mineral, mas exclui cervejas sem álcool, o volume aumentou 3,6%, enquanto a receita ​avançou 6,3% e o custo do produto vendido registrou elevação ‌de 7,1%.

A Ambev destacou que ​o segmento ⁠Premium segue como um dos principais motores de crescimento no país.

'Sustentado por um portfólio cada vez mais forte e chegando em diferentes ocasiões de consumo, o segmento apresentou crescimento de 19% em volume no trimestre, contribuindo para a ​consolidação da liderança da companhia na categoria', afirmou a cervejaria em documento com os números do resultado.

O portfólio 'Wellness', que reúne cervejas sem glúten, com menos calorias e com baixo ou zero teor alcoólico, apurou um salto de 157% em volume no trimestre, segundo a Ambev, impulsionado por marcas como Michelob Ultra (+478%) e Stella ​Pure Gold (+195%). O Zero Álcool cresceu 43% no trimestre.

Na América Central e Caribe, o volume aumentou 2,3%, com expansão de 8,1% na receita líquida e acréscimo de 4,1% no custo do produto vendido. No Canadá, o volume caiu 1%, mas a receita teve elevação de 1,2% e CPV registrou incremento de 0,7%.

Analistas do Citi destacaram que a recuperação da indústria brasileira de cerveja, a melhora dos volumes em NAB Brasil e a rentabilidade das operações internacionais sustentam uma leitura construtiva dos resultados. 'No entanto, o desempenho abaixo do esperado dos volumes de ​Cerveja Brasil e o aumento dos investimentos comerciais merecem acompanhamento', afirmaram em relatório a clientes.

A Ambev reiterou sua previsão ‌de aumento anual entre 4,5% e 7,5% no ⁠custo dos produtos vendidos por hectolitro (CPV/hl) em cerveja em 2026, enquanto afirmou que já realizou o hedge de exposição ao real/dólar para todo o ano de 2027.

Além da divulgação do balanço, o conselho de administração da ⁠companhia também aprovou um programa de recompra de até 190 milhões ⁠de ações com o objetivo principal de cancelamento das ⁠referidas ações. O programa ⁠se ​encerrará até 28 de abril de 2028.

(Por Paula Arend Laier; texto adicional de Michael Susin, edição Alberto Alerigi Jr.)

Reuters

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