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Aneel adia decisão sobre rateio de cortes de geração de energia

Aneel adia decisão sobre rateio de cortes de geração de energia

Reuters

28/07/2026

Placeholder - loading - Uma linha de transmissão de energia elétrica próxima à usina termelétrica a carvão Candiota III, em Candiota, Rio Grande do Sul, Brasil, em 8 de maio de 2025. REUTERS/Diego Vara
Uma linha de transmissão de energia elétrica próxima à usina termelétrica a carvão Candiota III, em Candiota, Rio Grande do Sul, Brasil, em 8 de maio de 2025. REUTERS/Diego Vara

Atualizada em  28/07/2026

SÃO PAULO, 27 Jul (Reuters) - A ​diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adiou nesta terça-feira uma definição sobre as regras de rateio dos efeitos econômicos às usinas decorrentes dos cortes de geração de energia, devido a um pedido de vista apresentado pelo diretor Gentil Nogueira.

O processo, cuja discussão se estende há sete anos, prevê regras para hierarquizar ⁠as ⁠reduções de geração de energia ​impostas ‌pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), colocando critérios preferenciais a serem seguidos, e redistribuir os efeitos econômicos dessas medidas entre os geradores.

A proposta ⁠que prevalece no momento é a da diretora ​relatora, Agnes da Costa. Pelo voto de Agnes, ​os cortes de geração energéticos, ‌motivados por sobreoferta ​de ⁠energia no sistema brasileiro, teriam seus impactos econômicos rateados entre três fontes renováveis: hidrelétrica sem reservatório e com vertimento ​turbinável, eólica e solar.

A ideia, que teria o período de adaptação de um ano ('operação sombra'), enfrenta resistência de parte dos geradores. Segundo algumas empresas, ​a regra proposta poderia ocasionar uma 'transferência de renda' entre as fontes, aliviando custos para as hidrelétricas e repassando-os para as usinas eólicas e solares.

A discussão foi retomada nesta terça-feira com a apresentação de um voto-vista por Fernando Mosna, cujo mandato na diretoria da Aneel ​se encerra em 13 de agosto. Mosna propôs adiar ‌o rateio conjunto das ⁠três fontes e, em um primeiro momento, aplicar apenas uma divisão 'intrafonte' para as eólicas e solares.

A conclusão ⁠do processo, porém, fica postergada ⁠em razão do novo ⁠pedido de vista, ⁠dessa ​vez de Gentil Nogueira.

(Por Letícia FucuchimaEdição de Pedro Fonseca)

Reuters

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