Apesar da morte de Navalny, Câmara dos EUA levará semanas até considerar ajuda adicional à Ucrânia
Apesar da morte de Navalny, Câmara dos EUA levará semanas até considerar ajuda adicional à Ucrânia
Reuters
16/02/2024
Por Patricia Zengerle
WASHINGTON (Reuters) - O presidente do Comitê de Assuntos Estrangeiros da Câmara dos Estados Unidos disse nesta sexta-feira que não espera que a casa comandada pelos republicanos considere o pedido do presidente Joe Biden por mais bilhões de dólares em assistência à Ucrânia antes de meados de março, após a Casa debater projetos de lei orçamentários mais amplos.
“Não quero falar pelo presidente (da Câmara), mas eu acho que ele quer passar pelo processo orçamentário primeiro -- que nos leva até 8 de março -- e depois lidar com a suplementação”, disse o deputado Michael McCaul, um republicano, a jornalistas, em um café da manhã organizado pelo Christian Science Monitor.
O Senado, controlado pelos colegas democratas de Biden, aprovou um pacote de assistência militar de 95,34 bilhões de dólares para Ucrânia, Israel e outros aliados pouco antes do amanhecer em 13 de fevereiro, mas o presidente republicano da Câmara, Mike Johnson, disse que a Casa não se apressará para considerar o projeto de lei do Senado.
Apoiadores da Ucrânia nos dois partidos pediram que Johnson agisse rapidamente em relação à assistência adicional à Ucrânia, que combate uma invasão de quase dois anos da Rússia, citando a necessidade urgente de Kiev por munição e outros materiais.
Para alguns, alertas desta semana de que a Rússia está desenvolvendo capacidades nucleares para o espaço e a morte do líder da oposição russa Alexei Navalny, nesta sexta-feira, intensificaram os pedidos de assistência à Ucrânia.
Parlamentares estão propondo maneiras para aprovar o projeto de lei, seja usando ferramentas processuais para contornar Johnson ou escrevendo novos projetos que possam tornar o pacote de auxílio mais palatável para os linha-dura, que questionam o envio de dinheiro ao exterior em um momento de grandes déficits nos EUA ou exigem que mais controle de imigração na fronteira com o México seja incluído.
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