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Após início difícil, negociação de tratado da ONU contra poluição por plásticos termina com ordem para 1º rascunho

Após início difícil, negociação de tratado da ONU contra poluição por plásticos termina com ordem para 1º rascunho

Reuters

02/06/2023

Placeholder - loading - Plástico nas ruas de Dhaka, em Bangladesh 06/03/2023 REUTERS/Mohammad Ponir Hossain
Plástico nas ruas de Dhaka, em Bangladesh 06/03/2023 REUTERS/Mohammad Ponir Hossain

Por Valerie Volcovici

(Reuters) - Após um começo difícil para uma semana de negociações, cerca de 170 países concordaram em desenvolver um primeiro rascunho até novembro do que pode se tornar o primeiro tratado global para reduzir a poluição por plástico até o final do ano que vem.

Delegações de países, Ongs e representantes da indústria se reuniram em Paris nesta semana para a segunda rodada de negociações da ONU para um pacto juridicamente vinculativo para deter a proliferação de resíduos plásticos, que deve quase triplicar até 2060, com cerca de metade deles terminando em aterros sanitários e menos de um quinto reciclado, de acordo com um relatório de 2022 da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Embora a primeira metade das negociações de cinco dias tenha sido gasta discutindo questões processuais, as delegações se dividiram em dois grupos para debater a gama de medidas de controle que podem ser tomadas para acabar com a poluição plástica, bem como se os países devem desenvolver planos nacionais ou estabelecer metas globais para enfrentar o problema.

No encerramento da sessão na sexta-feira, os países concordaram em preparar um texto de “rascunho zero” do que se tornaria um tratado de plásticos juridicamente vinculativo, e trabalhar entre as sessões de negociação em questões-chave, como o escopo e os princípios do futuro tratado.

O texto do 'rascunho zero' refletiria as opções das posições amplas de diferentes países até o início da próxima rodada de negociações a ser realizada em Nairóbi, no Quênia, em novembro.

'Meu apelo a vocês no início desta sessão foi que vocês façam Paris valer a pena. Vocês fizeram isso ao nos fornecer coletivamente um mandato para um rascunho zero e trabalho intersessional', disse Jyoti Mathur-Filipp, secretário executivo do Comitê Intergovernamental de Negociação (INC, na sigla em inglês) sobre poluição plástica na plenária de encerramento.

O início das negociações ficou parado por mais de dois dias, que foram focados nas regras de procedimento das conversas.

Arábia Saudita, Rússia e China lideraram as objeções à possibilidade de as decisões do tratado serem adotadas por maioria de votos, em vez de por consenso. Um consenso daria a um ou a alguns países a capacidade de bloquear a adoção do acordo.

Marian Ledesma, ativista do Greenpeace nas Filipinas, disse à Reuters que, se o processo do INC permitir a adoção por consenso em vez da votação por maioria, 'irá bloquear muitas disposições importantes'.

'A votação permite que o maior número possível de Estados apoie o tratado e nos permita seguir em frente', disse ela.

A questão ainda não foi totalmente resolvida e será levantada na próxima rodada de negociações.

Na noite de quarta-feira, os negociadores puderam avançar no conteúdo das negociações, expondo suas posições sobre se a produção de plástico deve ser limitada, se os plásticos 'problemáticos' devem ser reduzidos e se o tratado deve estabelecer metas nacionais ou permitir que os países estabeleçam suas próprios planos.

(Reportagem de Valerie Volcovici em Washington; Reportagem adicional Clotaire Achi em Paris)

Reuters

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