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Argentina amplia combate a surto de dengue com radiação

Argentina amplia combate a surto de dengue com radiação

Reuters

17/04/2023

Placeholder - loading - Mosquito Aedes aegypti é visto sob uma lupa na CNEA (Comissão Nacional de Energia Atômica), em Ezeiza, Argentina 12/04/2023 REUTERS/Agustin Marcarian
Mosquito Aedes aegypti é visto sob uma lupa na CNEA (Comissão Nacional de Energia Atômica), em Ezeiza, Argentina 12/04/2023 REUTERS/Agustin Marcarian

Atualizada em  17/04/2023

Por Horacio Soria e Juan Carlos Bustamante

BUENOS AIRES (Reuters) - A Argentina, que luta contra um dos piores surtos de dengue no país nos últimos anos, está esterilizando mosquitos usando radiação que altera o DNA dos insetos antes de serem liberados na natureza.

O país registrou este ano mais de 41 mil casos da doença transmitida por mosquitos, muito acima do nível dos grandes surtos de 2020 e 2016, mostraram dados do governo.

'Esse mosquito, devido ao aumento da temperatura em nosso país e no mundo... consegue se espalhar mais. Sua população continua se deslocando cada vez mais para o sul', disse a bióloga da Comissão Nacional de Energia Atômica (CNEA) Marianela Garcia Alba.

Como reação, os biólogos da CNEA vêm experimentando a esterilização por radiação desde 2016. Eles estão esterilizando 10 mil machos do mosquito por semana e pretendem aumentar para 500 mil. Eles esperam liberar o primeiro lote de machos esterilizados em novembro.

“Eles são esterilizados por energia ionizante e esses machos estéreis são soltos nos campos e quando se encontram com uma fêmea selvagem, seus filhotes não são viáveis”, disse Garcia Alba. “Dessa forma, com a liberação sucessiva desses machos, conseguiremos reduzir a população do mosquito vetor.”

A dengue é transmitida pela picada do mosquito aedes aegypti. Os sintomas incluem febre, dor nos olhos, cabeça, músculos e articulações, náuseas, vômitos e fadiga.

Técnicas semelhantes para esterilizar pragas usando a mesma radiação encontrada em raios-X têm sido utilizadas há décadas, ajudando os esforços globais para controlar doenças como chikungunya, dengue e Zika.

Reuters

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