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Argentina enfrenta primeiros protestos em reação a plano de austeridade de Milei

Argentina enfrenta primeiros protestos em reação a plano de austeridade de Milei

Reuters

20/12/2023

Placeholder - loading - Manifestantes protestam contra medidas de austeridade do novo presidente da Argentina Javier Milei, em Buenos Aires 20/12/2023 REUTERS/Agustin Marcarian
Manifestantes protestam contra medidas de austeridade do novo presidente da Argentina Javier Milei, em Buenos Aires 20/12/2023 REUTERS/Agustin Marcarian

Atualizada em  20/12/2023

BUENOS AIRES (Reuters) - Milhares de pessoas foram às ruas de Buenos Aires nesta quarta-feira para protestar contra as medidas de choque econômico do governo da Argentina, no primeiro teste real para o novo presidente Javier Milei.

Milei, que assumiu o cargo no início deste mês com a promessa de cortar os gastos públicos, tem anunciado nos últimos dias planos abrangentes para reformar a economia e reprimir protestos, criando um possível confronto com grupos sociais que têm se comprometido a se opor à sua 'terapia de choque'.

Na semana passada, Milei anunciou uma desvalorização de 54% do peso, cortes em subsídios e o fechamento de alguns ministérios do governo, que ele disse serem necessários para enfrentar a aguda crise econômica da Argentina.

Em meio à forte presença policial, manifestantes, liderados por grupos que representam os desempregados, dirigiram-se à Plaza de Mayo, um ponto de encontro histórico em frente ao palácio presidencial, para exigir maior apoio financeiro aos pobres. As autoridades direcionaram os manifestantes para longe das estradas e para as calçadas para evitar prejuízos ao tráfego.

'É uma mobilização pacífica. Não queremos nenhum tipo de confronto', disse à rádio local Eduardo Belliboni, que lidera um grupo de protesto de esquerda, Polo Obrero, que foi o primeiro a convocar a manifestação.

A passeata planejada desta quarta-feira ocorre depois que a recém-nomeada ministra da Segurança, Patricia Bullrich, apresentou um 'protocolo' na semana passada para manter a ordem pública, que permite que as forças federais impeçam os manifestantes de realizar protestos que bloqueiem vias. Algumas organizações sociais disseram que o protocolo vai longe demais e compromete o direito de protestar.

O governo também disse na segunda-feira que as pessoas que bloquearem as ruas poderão perder o direito de receber benefícios do Estado.

(Por Lucinda Elliott e Nicolas Misculin)

Reuters

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