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Armênia deixará bloco de segurança liderado pela Rússia, diz primeiro-ministro

Armênia deixará bloco de segurança liderado pela Rússia, diz primeiro-ministro

Reuters

12/06/2024

Placeholder - loading - O primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan, em reunião do Conselho Econômico Supremo da Eurásia na cúpula da União Econômica da Eurásia (EAEU) em Moscou, Rússia 08/05/2024 REUTERS/Evgenia Novozhenin
O primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan, em reunião do Conselho Econômico Supremo da Eurásia na cúpula da União Econômica da Eurásia (EAEU) em Moscou, Rússia 08/05/2024 REUTERS/Evgenia Novozhenin

Por Andrew Osborn

(Reuters) - A Armênia deixará um bloco de segurança liderado pela Rússia, confirmou de maneira inédita o primeiro-ministro Nikol Pashinyan nesta quarta-feira, acusando membros da Organização do Tratado de Segurança Coletiva de terem planejado com o Azerbaijão uma guerra contra o seu país.

Pashinyan, que tem tentado cultivar relações mais próximas com os Estados Unidos e a União Europeia, disse em março que a Armênia, tradicionalmente uma aliada próxima da Rússia, deixaria a OTSC, a menos que o bloco de segurança detalhasse seu compromisso de manter a segurança do país de maneira satisfatória.

Os comentários de Pashinyan a parlamentares -- publicados pela agência de notícias Armenpress -- sugerem que para ele esse compromisso não está claro e sinaliza a decisão de sair da OTSC.

'Nós vamos sair. Vamos decidir quando sair… Não se preocupem, não vamos voltar atrás', afirmou Pashinyan, um ex-jornalista que chegou ao poder em 2018 empurrado por protestos que varreram políticos favoráveis à Rússia.

Sediada em Moscou, a OTSC também inclui Rússia, Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão e Belarus. A organização disse que aguarda Yerevan esclarecer sua posição.

Pashinyan enfrenta pressão de manifestantes insatisfeitos com o que consideram concessões inaceitáveis de territórios para tentar fechar um acordo de paz com o Azerbaijão, que, segundo Pashinyan, está próximo de ser finalizado, embora ainda haja um ponto remanescente de atrito.

(Reportagem de Andrew Osborn)

Reuters

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