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Assessor diz que filho de Biden usou nome do pai na Ucrânia para criar “ilusão de acesso”

Assessor diz que filho de Biden usou nome do pai na Ucrânia para criar “ilusão de acesso”

Reuters

31/07/2023

Placeholder - loading - Devon Archer, ex-assessor de Hunter Biden, filho do presidente dos EUA 31/07/2023 REUTERS/Kevin Wurm
Devon Archer, ex-assessor de Hunter Biden, filho do presidente dos EUA 31/07/2023 REUTERS/Kevin Wurm

Por David Morgan

WASHINGTON, 31 jul (Reuters) - Uma testemunha afirmou, em uma comissão parlamentar de inquérito liderada pelos republicanos no Congresso norte-americano, que Hunter, filho do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pretendeu criar uma “ilusão de acesso” ao seu pai durante negócios que fechou na Ucrânia, sem que o atual mandatário tenha participado efetivamente de quaisquer acordos. O relato foi feito por um parlamentar do Partido Democrata. Devon Archer, ex-assessor de Hunter, foi entrevistado a portas fechadas por um comitê liderado pelo Partido Republicano. A esperança dos oposicionistas era a de criar supostas provas sobre a atuação direta de Biden nos negócios do filho no país europeu. Mas o parlamentar democrata Dan Goldman, que participou da audiência, disse que Archer não entregou evidências de envolvimento do presidente. “Ele tinha que passar a ilusão de que ele possuía acesso a seu pai, e tentou ganhar pontos por coisas com as quais, de acordo com o testemunho do Sr. Archer, o Hunter não tinha nada a ver”, afirmou Goldman. Republicanos dizem que o presidente, na época vice de Barack Obama, teve um papel consciente nos negócios de Hunter. A Casa Branca nega. O parlamentar republicano Andy Biggs, que apresentou um pedido de impeachment de Biden, afirmou que o testemunho de Archer implicou o presidente. “Archer falou sobre ‘o cara’ e como Hunter Biden sempre disse: ‘temos que falar com meu cara’”, afirmou. “Creio que devemos abrir um processo de impeachment.” A empresa em questão, chamada Burisma, teve um papel central no impeachment sofrido em 2019 por Donald Trump na Câmara dos Deputados. A acusação foi a de que ele pressionou a Ucrânia a investigar a família Biden para conseguir a reeleição. Apesar de ter perdido na Câmara, Trump foi absolvido pelo Senado e continuou no poder. Trump, líder da corrida pelo posto de candidato republicano à Presidência em 2024, pediu neste sábado, em comício na Pensilvânia, que os republicanos impeçam o envio de ajuda militar à Ucrânia até que o Departamento de Justiça, o FBI e a IRS (equivalente à Receita Federal no Brasil) “entreguem todas as evidências que possuem sobre os negócios corruptos da família Biden do crime”. (Reportagem de David Morgan)

Reuters

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