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Ataques mortais e clima frio tornam Gaza 'inabitável', diz ONU

Ataques mortais e clima frio tornam Gaza 'inabitável', diz ONU

Reuters

26/01/2024

Placeholder - loading - Ataque israelense em Khan Younis, sul de Gaza  25/1/2024   REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa
Ataque israelense em Khan Younis, sul de Gaza 25/1/2024 REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa

GENEBRA (Reuters) - Ataques implacáveis contra a infraestrutura e o clima frio em Gaza estão tornando o enclave palestino 'completamente inabitável', alertou o escritório de direitos humanos da ONU nesta sexta-feira.

'Temo que muitos outros civis venham a morrer', disse Ajith Sunghay, chefe do Escritório de Direitos Humanos da ONU para o Território Palestino Ocupado.

'Os ataques contínuos a instalações especialmente protegidas, como hospitais, matarão civis, e haverá um impacto ainda maior e maciço sobre o acesso a cuidados de saúde, segurança e proteção em geral dos palestinos.'

A ofensiva de Israel já matou mais de 26.000 palestinos, de acordo com as autoridades de saúde de Gaza, com milhares de outros podendo estar sob escombros e a maioria dos 2,3 milhões de moradores deslocados, enfrentando escassez aguda de alimentos, água e medicamentos.

Israel lançou sua ofensiva após o ataque de 7 de outubro dos militantes do Hamas, que mataram 1.200 pessoas e fizeram 240 reféns.

Sunghay disse que seu escritório também estava preocupado com o impacto do tempo chuvoso e frio em Gaza.

'Isso era totalmente previsível nessa época do ano e corre o risco de tornar uma situação já insalubre completamente inabitável para a população', afirmou ele.

'A maioria não tem roupas quentes ou cobertores. O norte de Gaza, onde o bombardeio das IDF (Forças de Defesa de Israel) continua, é de difícil acesso, mesmo para fornecer ajuda humanitária básica.'

Sunghay disse que seria 'desastroso' se o bombardeio ou a luta de rua a rua que está ocorrendo em Khan Younis se deslocasse mais para o sul, para Rafah, onde cerca de 1,3 milhão de pessoas estão agora reunidas na cidade que faz fronteira com o Egito, em uma tentativa de escapar do ataque israelense.

(Reportagem de Gabrielle Tétrault-Farber)

Reuters

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