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Atividade empresarial da zona do euro registra recuperação inesperada em setembro, mostra PMI

Atividade empresarial da zona do euro registra recuperação inesperada em setembro, mostra PMI

Reuters

23/09/2026

Placeholder - loading - Pessoas fazem compras em um mercado local em Paris 10 de setembro de 2026. REUTERS/Stephanie Lecocq/Foto de arquivo
Pessoas fazem compras em um mercado local em Paris 10 de setembro de 2026. REUTERS/Stephanie Lecocq/Foto de arquivo

LONDRES, 23 Set (Reuters) - A atividade empresarial na ​zona do euro acelerou neste mês no ritmo mais rápido em mais de três anos, contrariando as expectativas de desaceleração, mas as empresas enfrentaram um aumento mais acentuado nos custos operacionais, mostrou uma pesquisa.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto da S&P Global para a zona do euro saltou para 53,1 em setembro, ante 52,0 em agosto, seu maior nível desde abril de 2023 e contrariando as expectativas de queda para 51,7 em pesquisa da Reuters.

Leitura acima de 50,0 ⁠indica ⁠expansão da atividade.

“Não é surpresa ver ​as pressões ‌inflacionárias voltando a aumentar em setembro, dada a alta nos preços da energia decorrente do conflito em curso no Oriente Médio. Por isso, é ainda mais encorajador observar a resiliência do crescimento econômico que está ⁠sendo relatada”, disse Chris Williamson, economista-chefe de negócios da S&P Global.

No ​geral, os novos pedidos cresceram no ritmo mais rápido em mais de ​quatro anos, sustentados por um novo aumento ‌nas exportações.

Tanto o setor ​de serviços ⁠quanto o de indústria contribuíram para a expansão. O PMI de serviços subiu de 51,6 para 53,0, maior patamar em quase um ano e bem acima da expectativa ​de 51,5.

O índice do setor industrial manteve-se em 52,7, o mesmo nível de agosto, mas um indicador da produção — que contribui para o PMI Composto — subiu ligeiramente de 53,3 para 53,4.

Para atender ao aumento da demanda, as empresas ​contrataram mais funcionários, mas enfrentaram um salto nos custos dos insumos devido aos preços elevados da energia decorrentes do conflito entre Estados Unidos e Irã. Elas conseguiram repassar parte desses custos aos clientes.

Neste mês, o Banco Central Europeu elevou as taxas de juros pela segunda vez neste ano para conter o aumento da inflação impulsionado pelos preços da energia e alertou que as pressões sobre ​os preços podem se mostrar duradouras. Os mercados estão precificando mais três aumentos até ‌o final de junho.

“A resiliência do ⁠crescimento econômico em meio aos desafios das questões geopolíticas e ao aumento dos preços provavelmente encorajará o BCE a elevar as taxas de juros novamente ⁠antes do final do ano, reforçando o argumento ⁠de que os juros devem subir ⁠mais cedo do ⁠que ​tarde, colocando um aumento em outubro bem em pauta”, acrescentou Williamson.

(Reportagem de Jonathan Cable)

Reuters

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