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Banco do Japão pode elevar previsão de inflação e manter juros inalterados, dizem fontes

Banco do Japão pode elevar previsão de inflação e manter juros inalterados, dizem fontes

Reuters

20/10/2026

Placeholder - loading - Prédio do Banco do Japão em Tóquio 17 de novembro de 2008 REUTERS/Stringer
Prédio do Banco do Japão em Tóquio 17 de novembro de 2008 REUTERS/Stringer

Por Leika Kihara e Takahiko Wada

TÓQUIO, 20 Out (Reuters) - ​O Banco do Japão pode elevar sua projeção de inflação para o próximo ano fiscal nas previsões a serem divulgadas neste mês, já que o aumento dos preços do petróleo exerce pressões sobre os preços na economia por um período mais longo do que o esperado, afirmaram quatro fontes a par das considerações do banco central japonês.

Após aumentar as taxas de juros no mês passado, espera-se que o Banco do Japão mantenha os juros estáveis na reunião de política monetária de dois dias que termina em 30 de outubro, a menos que o iene retome sua queda, o que elevaria os ⁠custos de importação ⁠e a inflação em geral, disseram as ​fontes.

No entanto, ‌o banco central japonês provavelmente manterá seu foco nos crescentes riscos inflacionários em um relatório trimestral a ser divulgado após a reunião, disseram as fontes, deixando margem para outro aumento dos juros já em dezembro.

“O crescimento dos preços ao consumidor pode permanecer elevado por ⁠mais tempo do que o esperado, embora não haja grande mudança na inflação ​subjacente”, disse uma das fontes, opinião compartilhada por outras duas.

“Existem pressões inflacionárias, mas elas não dispararam, ​então há poucos motivos para pressa”, disse outra fonte ‌sobre o momento do ​próximo aumento ⁠dos juros. As fontes falaram sob condição de anonimato, pois não estavam autorizadas a se pronunciar publicamente. O Banco do Japão não estava disponível para comentar imediatamente.

Nas previsões feitas em julho, o Banco do ​Japão projetou que a inflação básica ao consumidor atingiria 2,5% no atual ano fiscal, que termina em março de 2027, antes de desacelerar para 2,4% no ano seguinte. As projeções partiam do pressuposto de que o repasse do aumento inicial nos custos dos combustíveis se moderaria a partir do segundo ​semestre do próximo ano.

Nas novas previsões a serem divulgadas este mês, o conselho pode revisar ligeiramente para cima sua previsão de inflação básica para o ano fiscal de 2027, a fim de refletir o repasse do recente e renovado aumento nos preços do petróleo bruto, afirmaram as fontes.

Quaisquer revisões serão mínimas, com poucos sinais de que efeitos de segunda ordem perigosos — nos quais o choque energético desencadeia uma espiral de aumentos acentuados de salários e preços — estejam se consolidando na economia, afirmaram.

É ​provável que o conselho mantenha, em linhas gerais, suas previsões econômicas, projetando um crescimento de 0,6% no ano ‌fiscal de 2026 e de 0,8% em ⁠2027, com as exportações robustas de bens relacionados à inteligência artificial compensando o consumo fraco, disseram as fontes.

É improvável que o Banco do Japão incorpore o impacto esperado de uma redução ⁠de dois anos no imposto sobre o consumo de alimentos, prevista ⁠para abril do próximo ano, já que o ⁠projeto de lei para ⁠colocar ​a medida em vigor ainda não foi aprovado pelo Parlamento, afirmaram.

(Reportagem de Leika Kihara e Takahiko Wada)

Reuters

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