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BB diz que é impossível estimar impacto de MP de renegociação de crédito rural

BB diz que é impossível estimar impacto de MP de renegociação de crédito rural

Reuters

22/07/2026

Placeholder - loading - Colheita de soja 3 de março de 2025 REUTERS/Rodolfo Buhrer
Colheita de soja 3 de março de 2025 REUTERS/Rodolfo Buhrer

SÃO PAULO, 22 Jul (Reuters) - O ​Banco do Brasil anunciou nesta quarta-feira que está tomando providências para operacionalizar linhas de crédito para a renegociação de dívidas de produtores rurais, dentro da medida provisória publicada na semana passada, e que não consegue neste momento estimar impactos sobre os números do banco.

'Neste momento, não é possível estimar os impactos da ⁠Medida ⁠Provisória (1.376/2026) sobre os indicadores ​financeiros, patrimoniais ‌e de resultado do banco', afirmou a instituição em comunicado ao mercado.

O BB citou que essa impossibilidade ocorre porque 'tais efeitos dependem, entre ⁠outros fatores, das condições definitivas a serem estabelecidas ​na regulamentação aplicável e do volume efetivamente renegociado com ​produtores rurais elegíveis, em conformidade ‌com a ​Política Específica ⁠de Crédito do BB'.

Na semana passada, analistas citaram que o programa de reestruturação de dívidas do setor rural ​lançado pelo governo federal deverá trazer alívio no curto prazo para o BB, uma vez que deve reduzir pressão de inadimplência no pico de ​vencimentos do agro e diminuir o incentivo dos produtores de atrasarem pagamentos esperando condições melhores.

O programa criado pela MP 1.376 prevê taxas de juros de até 12% e prazos que podem chegar a 10 anos, incluindo 2 anos de carência. O ministro da Fazenda, ​Dario Durigan, disse na semana passada que a expectativa ‌do governo é que ⁠as renegociações comecem imediatamente e somem até R$100 bilhões.

Segundo o BB, a operacionalização das linhas de ⁠crédito aguarda regulamentação complementar pelo ⁠Conselho Monetário Nacional (CMN) e ⁠de ato normativo ⁠do ​Ministério da Fazenda.

(Por Alberto Alerigi Jr.Edição de Alexandre Caverni)

Reuters

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