BCE mantém juros e não oferece orientação sobre próximo movimento
BCE mantém juros e não oferece orientação sobre próximo movimento
Reuters
18/07/2024
Por Balazs Koranyi e Francesco Canepa
FRANKFURT (Reuters) - O Banco Central Europeu manteve as taxas de juros conforme esperado nesta quinta-feira e não deu nenhuma indicação sobre seu próximo passo, argumentando que as pressões internas dos preços continuam altas e que a inflação ficará acima de sua meta até o próximo ano.
No mês passado, o BCE reduziu as taxas de juros de níveis recordes em um movimento que até mesmo algumas de suas autoridades consideraram precipitado, depois que o progresso na redução da inflação para sua meta de 2% estagnou. Com a inflação doméstica ainda alta e o crescimento dos salários persistente, é provável que o banco seja mais cauteloso com relação a um novo movimento.
O BCE apresentou uma mensagem equilibrada após a reunião desta quinta-feira, argumentando que os lucros das empresas estavam absorvendo algumas pressões dos preços, mas que os riscos permaneciam e que são necessárias mais evidências antes que as autoridades possam agir uma segunda vez.
'As informações recebidas sustentam, de modo geral, a avaliação anterior do Conselho do BCE sobre as perspectivas de inflação de médio prazo', disse o BCE.
'As pressões internas dos preços ainda estão altas, a inflação de serviços está elevada e é provável que a inflação geral permaneça acima da meta até o próximo ano', disse o BCE em um comunicado.
A presidente do BCE, Christine Lagarde, já havia telegrafado esse resultado nas últimas semanas, de modo que o foco já mudou para a reunião de setembro.
Por enquanto, o BCE apenas repetiu que não se comprometerá previamente com nenhuma trajetória específica para as taxas de juros e que os dados recebidos guiarão suas decisões.
'O Conselho do BCE continuará a seguir uma abordagem dependente de dados e reunião a reunião para determinar o nível apropriado e a duração da restrição', acrescentou o BCE.
Os mercados estão precificando quase dois cortes nos juros durante o resto do ano e um pouco mais de cinco movimentos até o final do próximo ano, uma visão que nenhuma autoridade contestou abertamente nas últimas semanas.
Reuters

