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BCE não está com pressa para mudar política monetária, mostra ata

BCE não está com pressa para mudar política monetária, mostra ata

Reuters

22/01/2026

Placeholder - loading - Sede do BCE em Frankfurt, Alemanha 30/12/2025. REUTERS/Heiko Becker
Sede do BCE em Frankfurt, Alemanha 30/12/2025. REUTERS/Heiko Becker

FRANKFURT, 22 Jan (Reuters) - As autoridades do Banco ⁠Central Europeu não estão com pressa para ajustar as taxas de juros uma vez que a inflação está próxima da meta, mas os riscos abundantes significam que eles precisam estar prontos para agir mais uma vez, mostrou a ata da reunião de dezembro divulgada nesta quinta-feira.

Na reunião, o BCE deixou sua taxa de juros inalterada em 2% e elevou as projeções de crescimento, o que foi considerado pelos mercados como um sinal de que a barra para qualquer ​afrouxamento adicional estava excepcionalmente alta.

Em declarações desde ⁠a ⁠reunião, o economista-chefe do banco central, Philip Lane, disse que, enquanto a economia se desenvolver conforme as projeções, é improvável que mudanças nas taxas de juros estejam na agenda no curto prazo, confirmando as apostas do mercado de que o banco vai manter os juros ‌por algum tempo após oito cortes no ano até junho passado.

'O Conselho ​do BCE poderia ser paciente, embora isso ‌não deva ser ​confundido com ​hesitação em agir ou assimetria', disse o BCE na ata. 'De modo geral, o BCE está atualmente em uma boa posição do ponto de vista da política ​monetária, mas isso não significa que a postura deva ser vista como estática.'

A próxima reunião do BCE será em 5 de fevereiro e os investidores financeiros não veem nenhuma mudança nas taxas de juros este ano.

'Dada a orientação de médio prazo do Conselho do BCE ... a atual precificação das taxas de juros pelo mercado foi considerada consistente com as últimas fixações e em linha com a função de reação do Conselho do BCE', acrescentou o BCE.

A inflação, que é o principal foco do BCE, oscilou em ambos os lados da meta de 2% durante a maior parte do ano passado ⁠e as projeções mostram que ela ficará próxima desse nível nos próximos anos.

É possível ‌que este ano ela fique um ⁠pouco abaixo da meta devido aos preços mais baixos da energia, mas a inflação doméstica continua relativamente alta devido ao crescimento robusto dos salários, ‍o que corrobora os argumentos de que o aumento dos preços voltará à meta assim que os ​custos ‌mais baixos da energia forem eliminados ao longo do tempo.

(Reportagem de Balazs Koranyi)

Reuters

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