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BNDES prevê R$34 bi para leilão de baterias, mas mais recursos serão necessários, diz executivo

BNDES prevê R$34 bi para leilão de baterias, mas mais recursos serão necessários, diz executivo

Reuters

11/09/2026

Placeholder - loading - Logo do BNDES no Rio de Janeiro 8 de janeiro de 2019 REUTERS/Sergio Moraes
Logo do BNDES no Rio de Janeiro 8 de janeiro de 2019 REUTERS/Sergio Moraes

Atualizada em  11/09/2026

Por Leticia Fucuchima

SÃO PAULO, 11 Set (Reuters) - O Banco ​Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estimou até R$34 bilhões em recursos de suas linhas incentivadas para financiar projetos de armazenamento de energia no primeiro leilão para a tecnologia, mas entende que mais fontes de financiamento serão necessárias, disse o chefe de departamento de transição energética e clima do banco, Alexandre Siciliano Esposito, nesta sexta-feira.

Segundo o executivo, há uma indicação preliminar de R$34 bilhões considerando tanto o Fundo Clima, que financia diversas iniciativas voltadas à transição energética e descarbonização, quanto o programa Mais Inovação. Mas uma definição mais clara do montante deve vir até o final do ano, com as discussões ⁠para a ⁠lei orçamentária de 2027.

'O Fundo Clima tem ​um potencial ‌de uso muito maior... o BESS (sistema de armazenamento de energia) pontua mais do que outras tecnologias renováveis. Então, ele (Fundo Clima) deve ser realmente o principal veículo', avaliou Esposito, às margens de um evento da consultoria CELA e do IFC, do Banco Mundial.

Já o BNDES Mais ⁠Inovação é uma linha mais 'transversal', que envolve vários tipos de inovação e digitalização, ​além de ter um orçamento um pouco menor, acrescentou.

Apesar do potencial das linhas incentivadas, Esposito observou ​que há algumas limitações que tendem a reduzir o ‌desembolso efetivo para cada ​projeto. No ⁠caso do Fundo Clima, ele citou o limite de R$1 bilhão por grupo econômico para financiamentos a cada 12 meses.

'Há clientes que estão estudando portfólios de bilhões de reais (para o leilão de baterias)... Esse limite ​de R$1 bilhão, ele direciona estratégia de 'blends', tem que buscar mais bolsos, mercado, debêntures, multilaterais, entre outros.'

Ele observou ainda que a necessidade de financiamento vai aumentar a depender da demanda de contratação de baterias pelo governo no leilão, que tem potencial de ser 'explosiva'.

'O último leilão de capacidade, de térmica ​e hídrica, esse investimento era mais de R$60 bilhões, e é a tecnologia tradicional. Então, enfim, estamos na expectativa.'

Ele lembrou ainda que o BNDES está trabalhando com fornecedores de baterias para a nacionalização de projetos participantes do leilão, que terá uma disputa específica para baterias com conteúdo nacional.

Conforme informações do site do banco de fomento, WEG, Moura, You.On, TBEA, Gotion, Trina e BYD já declararam compromisso de fabricação local de BESS. Mas essas empresas ainda passarão por etapas técnicas para garantir o cumprimento ​das exigências de conteúdo nacional de seus projetos.

Marcado para dezembro, o primeiro leilão do Brasil para contratação ‌de sistemas de armazenamento de energia recebeu cadastramento ⁠recorde de mais de 296 gigawatts (GW) de projetos. Os empreendimentos ainda passarão por análise e habilitação técnica para poderem efetivamente participar do leilão.

O certame é amplamente aguardado pelo setor elétrico, uma ⁠vez que ampliará o leque de recursos de segurança energética do ⁠Brasil em meio ao forte crescimento das fontes ⁠renováveis de energia, ⁠e ​já tem mobilizado diversos investidores, incluindo fabricantes estrangeiras e nacionais do segmento.

(Por Letícia Fucuchima; Edição de Eduardo Simões)

Reuters

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