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    Bolsonaro diz que vai à Assembleia da ONU até de maca para falar sobre Amazônia

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    REUTERS/Adriano Machado/File Photo

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    (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira que vai discursar na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), mesmo que tenha que ir de cadeira de rodas ou de maca, para falar sobre a floresta amazônica, depois da grande repercussão internacional em consequência da elevação de queimadas na região.

    Bolsonaro deve passar por uma cirurgia no dia 8 de setembro para tratar uma hérnia relacionada a cirurgias anteriores, às quais foi submetido depois de ter sofrido um ataque a faca durante a campanha eleitoral no ano passado. O primeiro dia de debates de alto nível da Assembleia Geral da ONU, que tem o presidente do Brasil como primeiro chefe de Estado a discursar, acontece em 25 de setembro, pouco mais de duas semanas após Bolsonaro a data prevista para a operação.

    'Eu vou comparecer à ONU nem que seja de cadeira de rodas, de maca. Eu vou comparecer, porque eu quero falar sobre a Amazônia, mostrar para o mundo com bastante conhecimento, com patriotismo, falar sobre essa área ignorada por tantos governos que me antecederam', disse Bolsonaro em entrevista ao sair do Palácio da Alvorada nesta segunda-feira.

    'Uma chance que eu tenho de falar para o mundo sobre a nossa Amazônia. Eu vou deixar essa oportunidade?', acrescentou.

    Bolsonaro também voltou a descrever como 'esmola' as ofertas de ajuda financeira de países estrangeiros para a Amazônia. Na semana passada, o presidente já havia chamado de esmola uma ajuda de 20 milhões de dólares para a Amazônia anunciada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, na cúpula do G7.

    'Ela (Amazônia) foi praticamente vendida para o mundo, eu não vou aceitar esmola de país nenhum do mundo a pretexto de preservar a Amazônia, mas, na verdade, está sendo loteada e vendida... O que eles querem é cada vez mais, ao demarcar mais terras, inviabilizá-las para nós', afirmou.

    O aumento das queimadas na Amazônia no mês de agosto provocou uma pressão internacional pela preservação da floresta sobre o governo brasileiro, que rebateu acusando países como a França de adotarem uma postura colonialista.

    (Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

    Escrito por Reuters

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