Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Bom desempenho em pesquisas dá a Flávio tempo para escolher equipe econômica

Bom desempenho em pesquisas dá a Flávio tempo para escolher equipe econômica

Reuters

01/04/2026

Placeholder - loading - Senador Flávio Bolsonaro participa de coletiva de imprensa, em Brasília1 13 de março de 2026 REUTERS/Adriano Machado
Senador Flávio Bolsonaro participa de coletiva de imprensa, em Brasília1 13 de março de 2026 REUTERS/Adriano Machado

Por Marcela Ayres, Luciana Magalhães e Ricardo Brito

BRASÍLIA, 1 Abr (Reuters) - O ​bom desempenho nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) permitiu que ele adiasse a nomeação de seus principais assessores econômicos, segundo auxiliares do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, mesmo com outros concorrentes de direita entrando em campo para a eleição de outubro.

Desde que anunciou sua candidatura no ano passado, o senador passou a maior parte do tempo viajando para o exterior para se encontrar com aliados conservadores, além de visitar seu pai, que está cumprindo pena em Brasília por tentativa de golpe de Estado.

Apesar da pouca movimentação, o senador de 44 anos já está empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas de intenção de voto que simulam um provável confronto de segundo turno entre ambos, conforme o ⁠presidente de 80 anos ⁠enfrenta um esfriamento da economia, ameaças inflacionárias e impactos ​do escândalo ‌do Banco Master que abala Brasília.

Duas fontes próximas ao senador disseram que a vantagem que ele ganhou ao apenas sinalizar uma plataforma amplamente alinhada com a abordagem de seu pai deve lhe dar poder de barganha para escolher assessores e elaborar propostas para consolidar uma coalizão forte.

Se a tendência continuar, o anúncio de sua equipe econômica, que estava programado ⁠para maio, pode ser adiado ainda mais, disse uma das fontes. Em dezembro, um assessor sugeriu que ​Flávio poderia apresentar seu programa econômico até fevereiro.

É um grande contraste com a campanha de 2018 conduzida por Bolsonaro, então ​deputado federal de baixa expressividade na cena política, que escolheu o então ‌futuro ministro da Economia, Paulo ​Guedes, como ⁠seu guru econômico polivalente quase um ano antes da eleição para tranquilizar os investidores apreensivos com a condução da política econômica sob seu governo.

A abordagem mais cautelosa de Flávio até agora enfrentará um novo teste com a chegada de outros candidatos de direita. O PSD escolheu ​nesta semana Ronaldo Caiado, governador de Goiás, e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, está concorrendo pelo Novo.

'Será uma campanha turbulenta', disse Carlos Melo, cientista político do Insper, em São Paulo, sobre o campo conservador mais concorrido, observando que os governadores têm poucas chances de superar Flávio.

Na segunda-feira, Caiado fez um apelo direto aos apoiadores de Jair Bolsonaro, prometendo uma ampla anistia aos condenados ​por atos ligados a um plano de golpe de Estado em 2023, incluindo o ex-presidente, que agora está cumprindo sua sentença em casa devido a problemas de saúde.

Zema disse à Reuters que aproveitará seu histórico na administração pública em Minas Gerais e sua ficha limpa em um país assolado por escândalos de corrupção para oferecer aos eleitores uma alternativa à direita, minimizando a escalada difícil que enfrenta nas primeiras pesquisas.

'Todas as campanhas políticas são imprevisíveis', disse Zema.

Flávio Bolsonaro, que era deputado estadual do Rio de Janeiro antes de a campanha de seu pai em 2018 ajudá-lo a conquistar uma cadeira no Senado, ofereceu poucos detalhes de suas propostas ​econômicas, prometendo cortar impostos e gastos e, ao mesmo tempo, melhorar o ambiente de negócios.

Seus assessores disseram que o impulso nas pesquisas deve ‌ajudar a atrair mais interesse de possíveis membros do ⁠gabinete.

Fontes próximas a Flávio disseram que seu entorno fez contato informal com possíveis assessores, incluindo o ex-secretário do Tesouro Mansueto Almeida, agora no BTG Pactual, e o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, agora vice-presidente do conselho do banco digital Nubank.

Ambos ⁠trabalharam no governo Bolsonaro.

Em uma conferência em Boston no fim de semana, Mansueto disse ⁠que continua no setor privado e não foi procurado por ⁠nenhum candidato. Campos Neto não ⁠respondeu ​a um pedido de comentário.

(Reportagem de Marcela Ayres e Ricardo Brito, em Brasília, e Luciana Magalhães, em São Paulo)

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS ES

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.