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    Bovespa desaba 2% em dia de aversão a risco no exterior, com balanços e eleição também no radar

    Por Thomson Reuters

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    Por Paula Arend Laier

    SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa recuava mais de 2 por cento nesta sexta-feira, afetado pela aversão a risco no exterior e com uma bateria de resultados corporativos sob os holofotes, incluindo o prejuízo bilionário da BRF, enquanto o panorama político também segue no radar dos investidores.

    Às 12:00, o Ibovespa caía 2,17 por cento, a 77.055,68 pontos. O volume financeiro somava 3,8 bilhões de reais.

    Os mercados globais eram minados nesta sessão pelo tombo da lira turca, em meio a preocupações com a economia daquele país e com a disputa crescente entre a Turquia e os Estados Unidos. Em Wall Street, o S&P 500 caía 0,68 por cento. Na Europa, o dia também era negativo com preocupações sobre contágio dos bancos.

    De acordo com um gestor de uma administradora de recursos do Rio de Janeiro, o gatilho para a aversão a risco parecer ter sido a rápida e acentuada depreciação adicional da lira turca, mas sinais de problemas em vários países e classes de ativos já vinham sendo percebidos.

    'Estes vetores estavam sendo vistos como pontuais e localizados, mas passaram a gerar um contágio maior esta manhã', disse, avaliando que o pano de fundo para este ambiente é a redução da liquidez global.

    Da cena eleitoral, repercutia pesquisa encomendada pela XP Investimentos mostrando pouca evolução do candidato à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, com Jair Bolsonaro, do PSL, ainda liderando as intenções de votos no cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    DESTAQUES

    - BRF caía 5,6 por cento, após reportar prejuízo líquido de 1,574 bilhão de reais no segundo trimestre, afetada por fortes perdas com a operações da Polícia Federal envolvendo a empresa e a greve dos caminhoneiros.

    - LOJAS AMERICANAS PN recuava 6,7 por cento, em sessão negativa para setor de varejo como um todo e tendo no radar resultado do segundo trimestre, com queda de 58 por cento no lucro líquido. A sua controlada B2W, que também divulgou balanço, caía 5,9 por cento.

    - NATURA perdia 5,6 por cento, também entre as maiores quedas, tendo de pano de fundo queda de 80,5 por cento no lucro líquido do segundo trimestre, para 31,8 milhões de reais, afetado por custos relacionados à rede de lojas The Body Shop e despesas financeiras.

    - SABESP caía 7 por cento, tendo também de pano de fundo divulgação de queda de 45 por cento no lucro líquido do segundo trimestre, para 181,9 milhões de reais, impactado por salto no resultado financeiro negativo do período.

    - BRADESCO PN recuava 3,8 por cento, com o setor bancário como um todo prejudicado pela maior aversão a risco. ITAÚ UNIBANCO PN perdia 3,1 por cento, tendo ainda no radar aprovação pelo Banco Central para a compra de participação na XP Investimentos.

    - PETROBRAS PN cedia 2 por cento, também contaminada pelo viés negativo como um todo, apesar do avanço dos preços do petróleo no exterior.

    - VALE recuava 0,6 por cento, pressionada ainda pela queda no preço do minério de ferro na China.

    - CVC BRASIL tinha alta de 3,7 por cento, entre os poucos ganhos do Ibovespa, após divulgar lucro líquido ajustado de 35,2 milhões de reais no período de abril, uma alta de 63,1 por cento em relação ao segundo trimestre do ano passado considerando dados pro forma.

    (Por Paula Arend Laier)

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