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Brasil pode arrecadar mais de R$300 mi com leilão de áreas para mineração na B3 em 2025

Brasil pode arrecadar mais de R$300 mi com leilão de áreas para mineração na B3 em 2025

Reuters

11/03/2025

Placeholder - loading - Mineração de cobalto e cobre no Congo 29/03/2013 REUTERS/Jonny Hogg
Mineração de cobalto e cobre no Congo 29/03/2013 REUTERS/Jonny Hogg

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O governo pode arrecadar mais de R$300 milhões com o leilão de disponibilidade minerária que ocorrerá no segundo semestre deste ano com um modelo inédito, na bolsa paulista B3, disse o diretor-geral da Agência Nacional de Mineração (ANM), Mauro Sousa, à Reuters.

O certame ofertará até 7 mil áreas novas ou devolvidas à ANM, e abarcará oportunidades com potencial para minerais críticos, como terras raras, lítio e outros insumos considerados relevantes para transição energética.

'A expectativa agora é essa, arrecadar mais de R$300 milhões, num universo de até 7 mil áreas', disse Sousa à Reuters. 'Temos muitas áreas boas, interessantes, que já foram 'bidadas', mas ficaram na mão de aventureiros, estão de volta. Mas tem áreas novas também.'

A proposta da ANM, segundo o diretor-geral, é realizar a partir de 2026 ao menos três leilões de áreas, cada um de até 7 mil áreas, tornando a oferta frequente e permanente para players locais e internacionais.

Atualmente, a ANM conta com aproximadamente 90 mil áreas para colocar em oferta pública, disse ele.

'No futuro, podemos fazer até leilões específicos, por mineral crítico definido', acrescentou o diretor-geral da ANM.

Sousa destacou que o novo modelo de leilão, na B3, vai exigir aporte para habilitação e garantias financeiras dos interessados nas áreas, com o objetivo de afastar eventuais especuladores.

De acordo com Sousa, muitas empresas ou pessoas participavam no passado de ofertas minerais com o único interesse de renegociar o ativo no 'mercado paralelo', uma vez que não tinham estrutura financeira ou organizacional para atuar nas atividades de lavra e produção no país.

'Isso vai representar uma melhora e um avanço. Antes, acontecia de uma pessoa ou empresa fazer um 'bid' de R$2 milhões, mas não tinha gente, estrutura ou recurso para pagar. Aí, sai por aí tentando recursos no mercado, fazendo uma espécie de leilão paralelo', declarou Sousa.

O contrato com a B3 teria valor de R$33 milhões e poderia viabilizar a realização de leilões para disponibilizar aproximadamente 105 mil áreas minerárias ao longo de cinco anos.

(Por Rodrigo Viga Gaier)

Reuters

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