Vinda de novos países é muito importante para o Brics, agora nós somos o Sul Global
Vinda de novos países é muito importante para o Brics, agora nós somos o Sul Global
Reuters
24/08/2023
Atualizada em 24/08/2023
(Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou a entrada de novos países no grupo do Brics nesta quinta-feira 'muito importante' e chamou a atenção para a importância de organização das nações em meio a mudanças econômicas e geopolíticas, comemorando a evolução de países do antigo Terceiro Mundo para o que convencionou-se chamar 'Sul Global'.
O presidente aproveitou para, em conversa com a imprensa sobre viagem à África do Sul em Johanesburgo, ao final da cúpula do Brics, que os integrantes do bloco vão continuar a fazer uma seleção criteriosa para determinar quais novos países serão convidados para o grupo.
'A vinda da Argentina, da Arábia Saudita, do Egito, dos Emirados Árabes, da Etiópia e do Irã é muito importante', disse o presidente a jornalistas.
'Vocês sabem que nós éramos chamados de Terceiro Mundo. Depois que cansaram de chamar a gente de Terceiro Mundo, começaram a chamar a gente de países em vias de desenvolvimento. E agora nós somos Sul Global. Veja a mudança de nome, que pomposo que é as pessoas agora falarem ‘vamos conversar com o Sul Global’', comentou.
Mais cedo, o Brics anunciou que convidou Argentina, Arábia Saudita, Etiópia, Egito, Emirados Árabes e Irã para se unirem ao grupo. O presidente avaliou a ampliação do Brics como um 'avanço extraordinário'.
Lula mencionou ainda Moçambique, Nigéria e República Democrática do Congo como possíveis candidatos a serem incorporados pelo grupo, deixando claro que a entrada de países não está condicionada a qualquer questão ideológica. O presidente acrescentou que, dependendo do Brasil, o país irá sugerir o nome de Angola para integrar o bloco.
Segundo Lula, para quem 'o Brics é uma realidade inexorável' e deve permanecer com esse nome, o mundo passa por transformações que exigem atuação conjunta.
'O mundo está mudando', avaliou. 'A economia também começa a mudar. A geopolítica começa a mudar, porque as coisas vão acontecendo e a gente vai ganhando consciência de que nós temos que nos organizar', disse.
O presidente aproveitou para bater na tecla da adoção de uma moeda para negócios dentro do bloco e informou que o assunto deve ser discutido em reunião de cúpula na Rússia no ano que vem.
(Reportagem de Eduardo Simões, em São Paulo; reportagem adicional de Maria Carolina Marcello)
Reuters

