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Câncer do papa é “ponto de inflexão” para papado, diz chanceler do Vaticano

Câncer do papa é “ponto de inflexão” para papado, diz chanceler do Vaticano

Reuters

27/10/2026

Placeholder - loading - O arcebispo Paul Richard Gallagher, ministro das Relações Exteriores do Vaticano 27 de outubro de 2026 REUTERS/Yara Nardi
O arcebispo Paul Richard Gallagher, ministro das Relações Exteriores do Vaticano 27 de outubro de 2026 REUTERS/Yara Nardi

Por Joshua McElwee

CIDADE DO VATICANO, ​27 Out (Reuters) - O diagnóstico de câncer de pulmão do papa Leão e sua cirurgia afetaram a forma como os católicos veem sua saúde e seu papado, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Vaticano nesta terça-feira.

“Isso muda um pouco o panorama”, disse o arcebispo Paul Gallagher a jornalistas em um evento em Roma.

Leão, de 71 anos, passou por uma cirurgia ⁠em ⁠13 de outubro, na qual ​parte de ‌um pulmão foi removida. Seus médicos afirmaram que o câncer era localizado e não havia se espalhado, e que o papa não precisará de tratamento ⁠adicional.

Gallagher disse que, dada a idade relativamente jovem de ​Leão para um papa e sua boa forma física, alguns ​católicos pensavam que ele fosse ‌um papa “Super-Homem”.

A doença ​revelou que ⁠Leão “é um pobre mortal como todos nós”, disse o arcebispo.

PERSEVERAR NO DIÁLOGO

Separadamente, Gallagher também abordou o recente cessar-fogo acordado pela Rússia ​e pela Ucrânia para permitir a entrada de ajuda humanitária na cidade ucraniana de Oleshky, controlada pela Rússia.

Ele disse que, embora Leão tivesse conversado recentemente tanto com ​o presidente russo, Vladimir Putin, quanto com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, não acreditava que o Vaticano estivesse envolvido na negociação do cessar-fogo.

“Não creio que tenhamos estado”, disse Gallagher.

Ele também falou sobre o acordo em vigor entre o Vaticano e a China quanto à nomeação de bispos católicos no país comunista ​e reconheceu “imperfeições” no acordo.

O acordo, assinado pela primeira vez em 2018, ‌dá às autoridades chinesas ⁠certa influência sobre quem o papa nomeia como bispos no país.

“Não é fácil, o diálogo não é fácil. As ⁠imperfeições do acordo são evidentes, mas ⁠há um compromisso de perseverar ⁠no diálogo… ⁠e ​é isso que continuará a acontecer”, disse Gallagher.

(Reportagem de Joshua McElwee)

Reuters

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