China diz que seus caças monitoraram avião de patrulha da Marinha dos EUA sobre Estreito de Taiwan
China diz que seus caças monitoraram avião de patrulha da Marinha dos EUA sobre Estreito de Taiwan
Reuters
06/12/2023
PEQUIM (Reuters) - As Forças Armadas da China disseram nesta quarta-feira que enviaram caças para monitorar e alertar uma aeronave de patrulha da Marinha dos Estados Unidos que sobrevoou o sensível Estreito de Taiwan, em uma missão que ocorreu semanas antes das eleições em Taiwan.
A China reivindica a soberania sobre a ilha, que é governada democraticamente, e diz que tem jurisdição sobre o estreito. Taiwan e os EUA contestam essa afirmação, dizendo que a região é uma hidrovia internacional.
A 7ª Frota da Marinha dos EUA disse que o avião de patrulha e reconhecimento marítimo P-8A Poseidon, que também é usado para missões antissubmarino, sobrevoou o estreito no espaço aéreo internacional.
'O trânsito da aeronave pelo Estreito de Taiwan demonstra o compromisso dos Estados Unidos com um Indo-Pacífico livre e aberto. As Forças Armadas dos Estados Unidos voam, navegam e operam em qualquer lugar que a lei internacional permita', afirmou em um comunicado.
Os militares da China descreveram o voo como 'propaganda pública', acrescentando que enviaram caças para monitorar e alertar o avião norte-americano e 'lidar com ele de acordo com a lei e os regulamentos'.
'As tropas no teatro de operações estão sempre em alerta máximo e defenderão resolutamente a soberania e a segurança nacionais, bem como a paz e a estabilidade regionais', afirmou o Comando do Teatro Oriental do Exército de Libertação Popular em um comunicado.
O Ministério da Defesa de Taiwan disse que suas forças monitoraram a aeronave dos EUA enquanto ela voava para o sul através do estreito e descreveu a situação como 'normal'.
A última vez que a Marinha dos EUA anunciou que um Poseidon havia voado pelo estreito, em outubro, a China disse que havia enviado caças para monitorar e alertar a aeronave.
Taiwan está se preparando para eleições presidenciais e parlamentares em 13 de janeiro, que a China tem apresentado como uma escolha entre a guerra e a paz.
A China tem intensificado sua atividade militar em torno da ilha nos últimos quatro anos, incluindo a realização de duas rodadas de grandes exercícios militares no último ano e meio.
Reuters

