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China nunca busca deliberadamente superávit comercial, diz presidente do BC

China nunca busca deliberadamente superávit comercial, diz presidente do BC

Reuters

02/09/2026

Placeholder - loading - Presidente do BC da China, Pan Gongsheng  24 de setembro de 2024. REUTERS/Tingshu Wang/Foto de arquivo
Presidente do BC da China, Pan Gongsheng 24 de setembro de 2024. REUTERS/Tingshu Wang/Foto de arquivo

PEQUIM, 2 Set (Reuters) - A China ​nunca busca deliberadamente um superávit comercial e insiste em expandir a demanda interna e manter um alto nível de abertura ao mundo, afirmou o presidente do banco central chinês na reunião dos ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais do G20, de acordo com um comunicado divulgado pelo banco nesta quarta-feira.

A reunião do G20, com duração ⁠de ⁠dois dias, realizada nos EUA, ​foi ‌encerrada na terça-feira.

Um comunicado da presidência do G20 afirmou que os participantes, com exceção da China, concordaram que os países devem eliminar “políticas não orientadas ⁠pelo mercado” que agravam os desequilíbrios.

A China registrou um ​superávit comercial recorde de quase US$1,2 trilhão em 2025, ​o que deixou os parceiros comerciais ‌inquietos e ​gerou pedidos ⁠por medidas mais enérgicas para proteger as indústrias nacionais do aumento das importações chinesas.

O comunicado do banco central da ​China citou seu presidente, Pan Gongsheng, segundo o qual todos os países precisam de reformas estruturais para lidar com os desequilíbrios comerciais globais.

Pan disse que os países ​com déficit devem reduzir seus déficits fiscais e aumentar as taxas de poupança interna, enquanto os países com superávit devem promover o crescimento do consumo e do investimento.

Segundo ele o aumento do protecionismo comercial, a generalização das questões de segurança nacional e as políticas imprevisíveis são os ​principais fatores por trás do agravamento do desequilíbrio econômico global ‌nos últimos anos, de acordo ⁠com o comunicado do banco central.

Os atritos comerciais e o protecionismo têm prejudicado a economia global ao ⁠afetar as cadeias de oferta, elevar ⁠a inflação e afetar ⁠as expectativas do ⁠mercado, ​acrescentou Pan.

(Reportagem de Ellen Zhang, Shi Bu e Liz Lee)

Reuters

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