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China pede que Coreia do Sul não tome partido e culpa EUA por tensões na Coreia

China pede que Coreia do Sul não tome partido e culpa EUA por tensões na Coreia

Reuters

20/08/2026

Placeholder - loading - Conselheiro de Segurança Nacional da Coreia do Sul, Wi Sung-lac, aperta a mão do ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, durante reunião em Seul 20 de agosto de 2026 Yonhap via REUTERS
Conselheiro de Segurança Nacional da Coreia do Sul, Wi Sung-lac, aperta a mão do ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, durante reunião em Seul 20 de agosto de 2026 Yonhap via REUTERS

SEUL/PEQUIM, 20 Ago (Reuters) - O ministro das Relações ​Exteriores da China, Wang Yi, pediu à Coreia do Sul que não tome partido entre Pequim e Washington, afirmando que os Estados Unidos deveriam abandonar sua política “hostil” em relação à Coreia do Norte para amenizar as tensões na Península Coreana.

Wang fez essas declarações durante uma reunião com o conselheiro de Segurança Nacional da Coreia do Sul, Wi Sung-lac, em Seul, nesta quinta-feira, segundo informou a agência de notícias estatal chinesa Xinhua, ocasião em que também se reuniu com o presidente sul-coreano Lee Jae Myung.

“A solução fundamental para as tensões ⁠na Península ⁠Coreana reside em abordar as causas profundas ​do ‌problema e instar os Estados Unidos a abandonarem sua política hostil em relação à Coreia do Norte”, afirmou Wang, segundo a Xinhua.

A China espera que a Coreia do Sul “alcance uma autêntica autonomia estratégica, evite o confronto entre blocos e a ⁠tomada de partido, e desenvolva relações com as principais potências, incluindo a ​China e os Estados Unidos, de forma paralela e sem contradições”, disse Wang.

As ​declarações foram feitas depois que o presidente dos Estados ‌Unidos, Donald Trump, afirmou ​na ⁠quarta-feira que planeja se reunir com o líder norte-coreano Kim Jong Un ainda este ano, acrescentando que o país asiático possui 57 armas nucleares “muito poderosas”.

Trump também ordenou que autoridades do Pentágono ​encurtassem os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul, citando seu “ótimo relacionamento” com Kim.

Os EUA mantêm sua posição oficial exigindo que a Coreia do Norte se desnuclearize, o que Pyongyang tem rejeitado consistentemente.

A Coreia do Sul condenou o lançamento de mais ​de 10 mísseis balísticos de curto alcance pela Coreia do Norte nesta quinta-feira e ordenou que suas Forças Armadas mantivessem prontidão total durante os exercícios conjuntos em andamento com os EUA.

“A China ficaria satisfeita em ver a península avançar rumo à coexistência pacífica entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte”, disse Wang a Wi, apelando pelo reinício do diálogo e pela restauração da confiança.

Ele também convidou Wi para visitar a China, ​segundo o gabinete presidencial da Coreia do Sul. Wi solicitou a Wang a cooperação construtiva ‌da China na implementação da política da ⁠Coreia do Sul em relação à Coreia do Norte, informou o gabinete.

O governo sul-coreano está tentando retomar o diálogo com a Coreia do Norte, além de defender uma ⁠abordagem gradual e pragmática para a desnuclearização da Coreia ⁠do Norte, começando pela suspensão de seu ⁠programa nuclear.

(Reportagem de ⁠Joyce ​Lee, Heejin Kim e Kyu-seok Shim, em Seul, e Ethan Wang e Liz Lee, em Pequim)

Reuters

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