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    Cientistas testam medicamentos contra o coronavírus

    Após estudos, pesquisadores encontraram dois fármacos que podem controlar a doença

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    Medicamentos contra ebola e malária podem controlar a nova doença. Crédito da imagem: iStock

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    Alguns medicamentos já existentes na indústria farmacêutica podem controlar a infecção do novo coronavírus. Os testes foram feitos por pesquisadores de Wuhan, na China, e publicado na revista britânica “Nature”.

    De acordo com os estudos, dois fármacos conseguiram controlar a doença. Um deles passa por testes contra o Ebola - doença transmitida pelo vírus da família “Filoviridae”, que afeta seres humanos e demais primatas.

    O outro medicamento é um antiviral que existe há mais de 70 anos, usado contra a malária e doenças autoimunes.

    No início, os pesquisadores chineses analisaram cinco drogas utilizadas contra dois transmissores da família coronavírus, que causaram epidemias neste século: a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) e o Síndrome Respiratória do Médio Oriente Mers.

    Os estudos com o medicamento usado contra a Sars foram testados por conta da semelhança entre a doença e o novo coronavírus. Segundo pesquisas, as duas enfermidades possuem 79,5% de igualdade genética.

    Isso porque, a SARS também é transmitida por um vírus que causa infecções respiratórias (denominado coronavírus). A doença chegou a matar mais de 700 pessoas no início dos anos 2000.

    A “cloriquina” (o fármaco usado no tratamento da malária) conseguiu, através dos testes, impedir a infecção do 2019 n-CoV. Além de ter um baixo custo, o remédio atua no sistema imunológico, aumentando a eficiência contra a doença.

    O antiviral “remdesivir” se mostrou eficaz contra o novo coronavírus. Ele foi testado em células cultivadas in vitro, camundongos e primatas e está em fase clínica para o tratamento contra o Ebola e os vírus Marburg e Nipah.  

    O “remdesivir” foi testado porque tanto o novo coronavírus quanto o ebola possuem o vírus RNA. Além disso, ambas patologias possuem um período de incubação mais curto.

    Os cientistas, autores do estudo, também dizem que resultados preliminares com o “remdesivir” mostram eficiência contra o novo coronavírus em células humanas testadas em laboratório. Na última quinta-feira (06), as autoridades chinesas começaram a selecionar pacientes para uma pesquisa clínica.

    A epidemia do novo coronavírus já registrou 638 mortes no mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número total de casos confirmados da infecção subiu para mais de 31 mil.

    No total, 25 países têm casos confirmados da doença, sendo que 12 já registraram transmissão interna. O Brasil tem 9 casos suspeitos em investigação, de acordo com o Ministério da Saúde.

    A província chinesa de Hubei, epicentro da epidemia do novo coronavírus 2019-nCoV, já registrou 69 novas mortes. Nas Filipinas, uma pessoa morreu. No entanto, 99,8% dos óbitos foram registrados na China.

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    Médico que alertou sobre o surto está entre os mortos

    Um dos mortos é o médico chinês Li Wenliang, um dos primeiros especialistas a identificar a existência do surto do novo coronavírus e alertar as autoridades. O oftalmologista, de 34 anos, foi um dos oito médicos que a polícia chinesa investigou sob acusação de "espalhar boatos" relacionados ao surto.

    No dia 30 de dezembro de 2019, Li alertou alguns colegas sobre um possível surto de doença respiratória com sintomas semelhantes aos da Síndrome Respiratória Aguda Grave, a SARS.

    O oftalmologista recomendou que os profissionais de saúde usassem equipamentos de segurança para evitar uma possível infecção. O médico desconfiou do possível surto após perceber que, no fim do ano, o hospital no qual trabalhava já tinha recebido sete casos de infecção com sintomas graves.

    No entanto, as autoridades não acreditaram em Li. Ele foi intimado pela polícia e obrigado a assinar uma carta na qual se prometia a não divulgar informações sobre a possível enfermidade.

    Em sua Rede Social, o médico relatou tosses e febre. Dois dias após a postagem, ele foi internado. No dia 30 de janeiro, Wenliang voltou às Redes e afirmou ter sido, finalmente, diagnosticado: "Hoje, o teste de ácido nucleico voltou com um resultado positivo.”

    A hipótese é que o médico tenha sido contaminado no início de janeiro, enquanto cuidava de uma paciente infectada.

    Em nota, a Organização Mundial da Saúde lamentou a morte do oftalmologista:  "Estamos muito tristes em saber da morte do doutor Li Wenliang. Sentimos muito pela perda de qualquer trabalhador da linha de frente que tenha tentado ajudar pacientes.”

    Leia também: China lamenta morte de médico que revelou coronavírus

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