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Cinco distribuidoras de energia são selecionadas para projeto que amplia controle sobre a GD

Cinco distribuidoras de energia são selecionadas para projeto que amplia controle sobre a GD

Reuters

16/09/2026

Placeholder - loading - Imagem captada por drone de um parque solar 13 de agosto de 2026 REUTERS/Toby Melville
Imagem captada por drone de um parque solar 13 de agosto de 2026 REUTERS/Toby Melville

16 Set (Reuters) - O Operador Nacional ​do Sistema Elétrico (ONS) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) selecionaram as distribuidoras CPFL Paulista, Cemig, Copel, Energisa Mato Grosso e Neoenergia Elektro para integrar um projeto que testará mecanismos de maior controle sobre os recursos energéticos distribuídos, como a geração distribuída solar, no Brasil.

A informação consta em carta encaminhada pelo ONS nesta semana ⁠ao ⁠regulador, que avalia um projeto ​de 'sandbox' ‌regulatório sobre o tema.

Segundo o ONS, as distribuidoras escolhidas têm em suas áreas de concessão elevada capacidade instalada de geração distribuída --como telhados solares e ⁠mini usinas fotovoltaicas.

Além disso, as concessionárias também foram ​selecionadas por seu grau de maturidade tecnológica, visando eventual ​utilização de sistemas especializados, como ‌ADMS e ​DERMS, que ⁠aumentam a capacidade de monitoramento, controle e otimização dos chamados 'recursos energéticos distribuídos' (REDs) na rede elétrica.

Além da geração distribuída, outras ​soluções emergentes no setor elétrico brasileiro também são vistas como REDs, como baterias e veículos elétricos.

O projeto do ONS, em conjunto com a Aneel, busca ​criar mecanismos que aumentem a integração das operações do ONS, que controla a geração e a transmissão de energia no Brasil, e das distribuidoras de energia, que atendem à ponta final do consumo.

A proposta surgiu em meio às crescentes dificuldades de operação do sistema elétrico brasileiro ​diante da expansão da geração distribuída, que não é ‌controlável pelo ONS.

Esses sistemas ⁠distribuídos agravaram a situação de sobreoferta de energia no Brasil, concentrada durante o dia, e desafiam o ⁠equilíbrio entre carga e geração na ⁠rede nacional, ampliando os ⁠riscos de ⁠apagões ​por excesso de energia.

(Por Letícia Fucuchima; edição de Roberto Samora)

Reuters

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