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Colômbia revoga decreto que limitava investimentos de fundos de pensão no exterior

Colômbia revoga decreto que limitava investimentos de fundos de pensão no exterior

Reuters

07/10/2026

Placeholder - loading - Ministro da Fazenda da Colômbia, Miguel Gomez, durante coletiva de imprensa em Bogotá 30 de setembro de 2026 REUTERS/Luisa Gonzalez
Ministro da Fazenda da Colômbia, Miguel Gomez, durante coletiva de imprensa em Bogotá 30 de setembro de 2026 REUTERS/Luisa Gonzalez

BOGOTÁ, 7 Out (Reuters) - O ​governo recém-empossado da Colômbia revogou um decreto que limitava os investimentos de fundos de pensão privados no exterior a 30%, afirmou o ministro da Fazenda, Miguel Gomez, nesta quarta-feira.

O decreto anterior, emitido em abril passado pelo governo do ex-presidente Gustavo Petro, tinha como objetivo obrigar os ⁠fundos ⁠de pensão a repatriar ​capital ‌para impulsionar investimentos em infraestrutura e projetos econômicos nacionais.

“Ao remover essa restrição, os fundos poderão diversificar melhor suas carteiras, acessar ⁠mais mercados e buscar retornos mais elevados”, ​disse Gomez em uma mensagem gravada.

A associação setorial ​Asofondos informou que as ‌gestoras de ​fundos privados ⁠da Colômbia, entre as quais se incluem Porvenir, Proteccion, Colfondos e Old Mutual, administram uma carteira ​combinada de aproximadamente 579 trilhões de pesos (US$179 bilhões) em nome de quase 20 milhões de participantes.

A regra anterior exigia a repatriação ​gradual de mais de 100 trilhões de pesos (US$30,9 bilhões) para a economia colombiana, segundo a Asofondos. Atualmente, os investimentos estrangeiros representam aproximadamente 48% da carteira total dos fundos, o que equivale a quase 278 trilhões de pesos (US$85,8 bilhões).

O ​decreto anterior corria o risco de provocar uma ‌forte valorização do peso ⁠em relação ao dólar e elevar artificialmente os preços dos ativos domésticos.

“Estamos corrigindo essa ⁠política antes que ela entre ⁠em vigor e tenha ⁠qualquer impacto ⁠significativo”, ​acrescentou Gomez.

(Reportagem de Carlos Vargas e Nelson Bocanegra)

Reuters

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