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    Com intensificação de tensões EUA-China, esperanças para fim de guerra comercial diminuem

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    Bandeiras dos EUA e da China 30/07/2019 REUTERS/Aly Song

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    Por Andrea Shalal e Cate Cadell

    WASHINGTON/PEQUIM (Reuters) - A China repreendeu fortemente os Estados Unidos nesta terça-feira por adicionarem algumas das principais startups chinesas de inteligência artificial à sua lista de restrição de comércio, diminuindo as esperanças de um progresso nas negociações de alto nível para encerrar a guerra comercial de 15 meses entre as duas potências econômicas.

    Os negociadores comerciais dos EUA e da China se reunirão em Washington para um segundo dia de conversas nesta terça-feira, preparando as bases para as primeiras reuniões de nível ministerial no final desta semana.

    Uma notícia do China Morning Post informou que a China reduziu as expectativas antes das negociações programadas para quinta-feira entre o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, dizendo que a delegação chinesa poderá ir embora mais cedo do que o planejado, porque 'não há muito otimismo'.

    O humor azedou esta semana depois de o Departamento de Comércio dos EUA aumentou sua lista de sanções comerciais para incluir 20 agências chinesas de segurança pública e oito empresas, incluindo a empresa de vigilância de vídeo Hikvision, assim como as líderes em tecnologia de reconhecimento facial SenseTime e Megvii Technology.

    A ação impede as empresas de comprar componentes de companhias norte-americanas sem a aprovação do governo dos EUA, um movimento potencialmente prejudicial. Ela segue o mesmo modelo usado por Washington que tenta limitar a influência da Huawei pelo que diz serem razões de segurança nacional.

    A Hikvision, que tem um valor de mercado de cerca de 42 bilhões de dólares, se autodenomina a maior fabricante mundial de equipamentos de vigilância por vídeo.

    Autoridades norte-americanas disseram que a ação estava ligada ao tratamento da China em relação a minorias étnicas predominantemente muçulmanas e violações de direitos humanos, provocando uma forte reação de Pequim.

    A China disse que os EUA devem parar de interferir em seus assuntos. Ela continuará a tomar medidas firmes e decisivas para proteger sua segurança soberana, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Geng Shuang, em uma entrevista coletiva à imprensa sem dar detalhes.

    As negociações comerciais estão ocorrendo dias antes das tarifas dos EUA sobre 250 bilhões de dólares em mercadorias chinesas subirem de 25% para 30%. Trump disse que o aumento de tarifas entrará em vigor em 15 de outubro, caso nenhum progresso seja feito nas negociações.

    O presidente Donald Trump disse na segunda-feira que um acordo comercial rápido é improvável e que ele não ficará satisfeito com um acordo parcial.

    Escrito por Reuters

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