Petrobras arremata 19 blocos em leilão de concessão por R$3 bi
Petrobras arremata 19 blocos em leilão de concessão por R$3 bi
Reuters
07/10/2026
Atualizada em 07/10/2026
Por Marta Nogueira e Rodrigo Viga Gaier
RIO DE JANEIRO, 7 Out (Reuters) - A Petrobras arrematou 19 dos 49 blocos exploratórios de petróleo e gás ofertados em leilão de Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em regime de concessão, nesta quarta-feira, com a oferta de aproximadamente R$3 bilhões em bônus de assinatura.
A empresa respondeu por quase a totalidade do valor arrecadado à União na rodada.
Dos 19 blocos, a petroleira estatal levou sozinha 12 áreas na Bacia de Campos, dos quais cinco em disputas com um consórcio formado por TotalEnergies e QatarEnergy. Dois desses blocos responderam por metade de toda a arrecadação da rodada.
'Fomos atrás da Bacia de Campos porque enxergamos ali potencial para coisa nova e com elevado potencial... A compra das áreas explica esse interesse', disse uma fonte da Petrobras, que preferiu ficar no anonimato, à Reuters.
Os maiores bônus de assinatura do leilão foram pagos pela Petrobras, no valor de R$754,197 milhões, por cada um dos blocos C-M-115 e C-M-161, na Bacia de Campos, ambos com ágio de mais de 21.000%.
Os sete demais blocos a Petrobras arrematou como operadora, com 70% de participação, em consórcio com a QatarEnergy, na Bacia do Ceará.
Tanto em Campos como no Ceará, a Petrobras foi a única operadora a levar áreas.
O leilão ofertou mais de 300 blocos em diversas bacias. Dentre elas também estavam Potiguar, Recôncavo, Parnaíba, Ceará, Espírito Santo e Tucano Sul.
A petroleira Eneva arrematou seis blocos na Bacia do Parnaíba, onde já concentra uma importante produção de gás em diversas áreas. PetroRecôncavo arrematou dois blocos, nas bacias de Potiguar e Recôncavo.
Entre as independentes, a companhia Aguila foi o destaque em número de áreas, com 12 blocos, espalhados entre Potiguar, Recôncavo e Tacutu.
O leilão inteiro arrecadou pouco mais de R$3 bilhões. Um dos blocos foi arrematado após o término do leilão, quando as companhias tiveram uma nova oportunidade para fazer lances.
Mais cedo, a ANP também negociou outros sete blocos exploratórios de petróleo e gás, em um leilão de partilha do pré-sal, um número recorde diário para vendas de áreas na importante região produtora, com empresas como a Petrobras, Prio e a norueguesa Equinor buscando garantir ativos próximos de onde já operam.
(Reportagem de Marta Nogueira e Rodrigo Viga Gaier; edição de Roberto Samora)
Reuters

