Controladora da Gol e Avianca prefere parcerias a guerras de capacidade, diz diretor financeiro
Controladora da Gol e Avianca prefere parcerias a guerras de capacidade, diz diretor financeiro
Reuters
19/10/2026
Por Kylie Madry
CIDADE DO MÉXICO, 19 Out (Reuters) - A holding controladora da companhia aérea Gol e da colombiana Avianca prefere expandir-se por meio de parcerias a inundar os mercados com novas aeronaves, disse seu diretor financeiro nesta segunda-feira, enquanto o grupo aéreo latino-americano enfrenta altos custos de combustível e empréstimos.
'Poderíamos ter decidido colocar 50 aviões no mercado (e inundá-lo). Não fazia sentido', disse o diretor financeiro Manuel Irarrazaval, referindo-se à preferência do Grupo Abra por acordos como a parceria com a companhia aérea chilena Sky, em vez da expansão orgânica para novos mercados.
'Com o aumento do preço dos combustíveis... e com o aumento das taxas de juros, é preciso escala', disse Irarrazaval no fórum anual da Associação Latino-Americana e Caribenha de Transporte Aéreo (ALTA).
Ele afirmou que a estratégia da Abra dependia da construção de uma rede mais ampla em toda a região e da combinação de operações nacionais e internacionais, argumentando que um modelo puramente de baixo custo já não funcionava bem na América Latina.
'É preciso oferecer assentos baratos na parte de trás, classe executiva, voos domésticos e voos locais', disse ele.
Ele apontou o Rio de Janeiro como um centro de longa distância cada vez mais importante dentro da rede do grupo, afirmando que a empresa já oferecia serviço de classe executiva para Nova York e Buenos Aires.
O executivo acrescentou que o acesso a aeronaves de grande porte continua sendo uma parte fundamental da estratégia do grupo, buscando o equilíbrio entre a presença no mercado nacional e internacional.
Ele acrescentou que a Abra está dando importância ao planejamento futuro de sua frota de aeronaves de fuselagem larga, incluindo encomendas de Airbus A350 e A330, como parte de sua estratégia internacional de longo prazo.
A Abra já havia anunciado planos para abrir seu capital, embora não tenha divulgado um cronograma e tenha afirmado que qualquer acordo dependeria das condições de mercado.
Reuters

