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Copel tem alta do lucro no 2º tri, com ganhos na comercialização e distribuição de energia

Copel tem alta do lucro no 2º tri, com ganhos na comercialização e distribuição de energia

Reuters

05/08/2026

Placeholder - loading - Linhas de alta tensão são vistos durante o pôr do sol em Brasília, Brasil, em 6 de junho de 2022. REUTERS/Ueslei Marcelino
Linhas de alta tensão são vistos durante o pôr do sol em Brasília, Brasil, em 6 de junho de 2022. REUTERS/Ueslei Marcelino

Por Leticia Fucuchima

SÃO PAULO, 5 Ago (Reuters) - A ​Copel registrou lucro líquido de R$1,05 bilhão no segundo trimestre, alta de 82,6% frente ao registrado um ano antes, impulsionado pelo desempenho positivo dos negócios de comercialização e distribuição de energia, de acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira.

O lucro recorrente, que exclui o efeito da repactuação do uso do bem público (UBP) de algumas hidrelétricas, alcançou R$645,1 milhões, 42,6% acima do registrado há um ano. Já o resultado operacional medido pelo Ebitda recorrente somou R$1,61 bilhão, aumento de 20,8% no comparativo anual.

Entre as unidades de negócio da companhia, um ⁠dos principais ⁠destaques foi a comercialização de energia, ​que obteve ‌ganhos de R$75 milhões ligados à gestão do portfólio de geração.

Assim como outros geradores hidrelétricos, a Copel tem se beneficiado com modulação e arbitragem de submercados: a elétrica consegue acionar seus ativos, principalmente hidrelétricas, nos horários em que a ⁠energia é mais cara, e aproveita diferenciais de preços entre os submercados ​do setor.

'A gente acertou bastante na estratégia, seja nos momentos em que nós ​vendemos energia a preços bons.... e a gente ‌sempre deixa um volume (descontratado) ​para liquidação ⁠no curto prazo', disse à Reuters o CEO da companhia, Daniel Slaviero.

Segundo ele, as hidrelétricas da companhia na Região Sul são ativos 'premium' para suprir déficits de potência que surgem no ​sistema elétrico nacional, especialmente no fim da tarde. 'Quem tem isso aproveita 'spikes' de preços', disse.

Outro destaque do trimestre foi o segmento de distribuição de energia, que registrou alta de 7,2% do mercado faturado, impulsionado por maior atividade econômica no Paraná, além de expansão ​da base de clientes e temperaturas mais elevadas.

NOVAS OPORTUNIDADES

A Copel encerrou o trimestre com uma alavancagem de 2,9 vezes a dívida líquida sobre Ebitda, patamar considerado 'ótimo' com base nos novos parâmetros da estrutura de capital aprovados pela companhia este ano. Isso abre espaço para a companhia aproveitar eventuais 'boas alocações' de capital, apontou o CEO.

O vice-presidente financeiro Felipe Gutterres lembrou que a Copel terá muito mais espaço no balanço a partir de 2030, quando ​se encerrarem os investimentos em expansão de capacidade hidrelétrica, mas observou que há flexibilidade para 'acionar ‌opcionalidades' até o fim desse horizonte.

Sobre oportunidades ⁠de crescimento via leilões, a tendência é que a Copel não participe nem do próximo certame de transmissão de energia, nem do que contratará baterias para o ⁠sistema elétrico brasileiro.

'Nós estamos enxergando retornos muito baixos, não ⁠atrativos, em especial por causa da alta ⁠competição... Retornos muito baixos, ⁠de ​um dígito, para nós não fazem sentido', disse o CEO.

(Por Letícia FucuchimaEdição de Pedro Fonseca)

Reuters

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