Coreia do Sul enviará missão a frigoríficos brasileiros para acesso a mercado do país, diz Lula
Coreia do Sul enviará missão a frigoríficos brasileiros para acesso a mercado do país, diz Lula
Reuters
27/07/2026
Atualizada em 27/07/2026
BRASÍLIA, 27 Jul (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, após reunião com o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, que foi firmado um compromisso para a realização de uma missão sanitária sul-coreana que pode possibilitar a abertura do mercado do país asiático a frigoríficos brasileiros.
'Após 17 anos de negociação, temos agora o compromisso concreto de realização de missão sanitária ao Brasil no próximo mês, passo decisivo para o acesso dos frigoríficos brasileiros ao mercado coreano', disse Lula em declaração à imprensa após reunião com o presidente da Coreia do Sul no Palácio da Alvorada, em Brasília.
Lula também afirmou que deve ser formado um grupo de trabalho para identificar 'sensibilidades' e dirimir 'empecilhos' dos dois lados para avançar mais rápido com o acordo comercial entre o Mercosul e a Coreia do Sul.
Para comandar o lado brasileiro, disse Lula, foi escolhido o vice-presidente Geraldo Alckmin, que até há pouco tempo comandava o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e vem chefiando uma série de negociações comerciais com outros países.
Ainda de acordo com Lula, o Brasil já é o principal destino de investimentos sul-coreanos na América Latina.
Em declaração ao lado de Lula, Lee disse que o acordo comercial é um assunto urgente, que não pode esperar.
'Ele é para agora', disse, segundo tradução oficial do evento, acrescentando que ele deve abrir oportunidades a empresas coreanas para que entrem na América do Sul.
O presidente sul-coreano também destacou o fato de o Brasil ser um dos principais detentores de minerais críticos do mundo e disse que os dois países concordaram em expandir a cooperação em toda cadeia do setor.
'A união faz a força', disse Lee Jae Myung, em português.
(Reportagem de Lisandra Paraguassu; Texto de Maria Carolina MarcelloEdição de Alexandre Caverni e Pedro Fonseca)
Reuters

