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Decisão dos EUA de revogar visto de embaixadora é parte de escalada deliberada por razões ideológicas, diz Planalto

Decisão dos EUA de revogar visto de embaixadora é parte de escalada deliberada por razões ideológicas, diz Planalto

Reuters

04/08/2026

Placeholder - loading - Lula dá entrevista coletiva na Embaixada do Brasil em Washington após reunião com Trump 7 de maio de 2026 REUTERS/Elizabeth Frantz
Lula dá entrevista coletiva na Embaixada do Brasil em Washington após reunião com Trump 7 de maio de 2026 REUTERS/Elizabeth Frantz

BRASÍLIA, 4 Ago (Reuters) - O Palácio ​do Planalto afirmou nesta terça-feira que a decisão dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, faz parte de uma escalada motivada por questões ideológicas e que deixa 'óbvio' o interesse norte-americano em interferir nas eleições presidenciais brasileiras.

'A decisão de hoje não é um fato ⁠isolado. ⁠Faz parte de uma escalada ​deliberada ‌de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo', disse o ⁠Palácio do Planalto, em nota divulgada na noite desta ​terça-feira.

'Fica óbvio também o interesse descabido de interferir ​na próxima eleição para presidente.'

Mais cedo, ‌os EUA ​revogaram o ⁠visto da embaixadora sob o argumento de que o Brasil ainda não concedeu aprovação diplomática formal -- o agrément -- ​ao embaixador indicado pelo governo Trump para Brasília e após negativa de vistos a diplomatas norte-americanos.

'O governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo Departamento ​de Estado dos EUA de alterar o visto da embaixadora do Brasil em Washington. As duas justificativas apresentadas são falsas', diz a nota do Planalto.

Na nota, o governo brasileiro disse ainda que segue estritamente o direito internacional, não há prazo para a concessão do agrément ​e que o pedido norte-americano ainda se encontra em ‌análise.

No caso dos dois funcionários ⁠que tiveram o visto negado, diz a nota, a decisão foi tomada porque eles estariam planejando ⁠colocar em dúvida a integridade do ⁠sistema eleitoral, em tentativa ⁠de interferir ⁠no ​processo político nacional.

(Reportagem de Maria Carolina MarcelloEdição de Alexandre Caverni)

Reuters

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