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Destróier dos EUA navega pelo Estreito de Taiwan após jogos de guerra da China

Destróier dos EUA navega pelo Estreito de Taiwan após jogos de guerra da China

Reuters

17/04/2023

Placeholder - loading - Destróier norte-americano USS Milius realiza operação de trânsito no Estreito de Taiwan 17/04/2023 Marinha dos EUA/Divulgação via REUTERS
Destróier norte-americano USS Milius realiza operação de trânsito no Estreito de Taiwan 17/04/2023 Marinha dos EUA/Divulgação via REUTERS

TAIPÉ/PEQUIM (Reuters) - O navio de guerra norte-americano USS Milius navegou pelo Estreito de Taiwan no domingo, no que a Marinha dos Estados Unidos descreveu nesta segunda-feira como um trânsito 'rotineiro', poucos dias depois que a China encerrou seus mais recentes jogos de guerra ao redor da ilha.

A China, que vê Taiwan como seu próprio território, encerrou oficialmente seus três dias de exercícios na segunda-feira passada em torno de Taiwan, onde praticou ataques de precisão e bloqueou a ilha.

Pequim encenou os exercícios para expressar irritação pela reunião da presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, com o presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Kevin McCarthy, vendo isso como uma interferência nos assuntos internos da China e apoio dos EUA à identidade separada de Taiwan da China.

A 7ª Frota da Marinha dos EUA disse que o destróier USS Milius realizou um 'trânsito rotineiro no Estreito de Taiwan' através de águas 'onde as liberdades de navegação e sobrevoo em alto mar se aplicam de acordo com a lei internacional'.

O trânsito do navio demonstra o compromisso dos Estados Unidos com um Indo-Pacífico livre e aberto, acrescentou.

O Comando de Teatro do Leste das Forças Armadas chinesas disse em um post na mídia social nesta segunda-feira que organizou tropas para seguir e monitorar o contratorpedeiro dos EUA durante toda a operação.

O Ministério da Defesa de Taiwan disse que o navio navegou na direção norte através do estreito e que durante o trânsito a situação no estreito estava 'normal'.

A China nunca renunciou ao uso da força para colocar Taiwan, governada democraticamente, sob seu controle.

O governo de Taiwan rejeita as reivindicações territoriais da China e diz que apenas o povo da ilha pode decidir seu futuro.

(Reportagem de Ben Blanchard; Reportagem adicional da Redação de Pequim e Liz Lee)

Reuters

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