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Dino diz que vaga no STF não é candidatura e que está focado no Ministério da Justiça

Dino diz que vaga no STF não é candidatura e que está focado no Ministério da Justiça

Reuters

27/09/2023

Placeholder - loading - Ministro da Justiça, Flávio Dino, conversa com presidente Lula em cerimônia no Planalto 27/09/2023 REUTERS/Ueslei Marcelino
Ministro da Justiça, Flávio Dino, conversa com presidente Lula em cerimônia no Planalto 27/09/2023 REUTERS/Ueslei Marcelino

(Reuters) - Um dos nomes cotados para ser indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Supremo Tribunal Federal (STF) em outubro, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse nesta quarta-feira que não existe campanha ou candidatura para uma indicação ao STF e que está focado em sua gestão à frente da pasta.

'Eu tenho muita experiência e, portanto, aprendizado de que Supremo não é candidatura, não é campanha. Então, o que eu tenho feito é focar nas tarefas do Ministério da Justiça', disse Dino a repórteres, em Brasília.

'(Lula) tem uma questão de saúde a resolver, e quando ele se recuperar, na próxima semana, certamente ele vai caminhar para uma decisão', acrescentou o ministro, lembrando a cirurgia no quadril a que Lula será submetido na sexta-feira.

A presidente do STF, Rosa Weber, deixará seu assento na corte em 2 de outubro, data em que completará 75 anos, o que determina sua aposentadoria compulsória.

Nas últimas semanas, Dino tem aparecido nas especulações sobre quem Lula deve indicar para suceder Weber na corte, ao lado do advogado-geral da União, Jorge Messias, e do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas.

No entanto, Lula tem sofrido pressão de grupos da sociedade civil para indicar uma mulher progressista à vaga. Os pedidos ganharam força após o primeiro indicado do presidente em seu novo mandato, Cristiano Zanin, fornecer votos considerados conservadores em seus primeiros julgamentos no STF.

Questionado sobre uma possível divisão da pasta da Justiça e da Segurança Pública -- uma possibilidade que tem sido aventada caso Dino seja nomeado para o STF --, o ministro disse que a ideia não está sendo discutida oficialmente pelo governo, mas afirmou que a rejeita por entender que no Brasil a manutenção da segurança deve estar atrelada ao sistema de justiça.

'Todo mundo sabe que eu me oponho a essa tese por uma questão conceitual. No Brasil, a segurança pública só funciona em direta relação com o sistema de justiça. Mas evidentemente a Esplanada pertence a quem foi eleito', disse.

Ele argumentou que a 'reação rápida' do governo nas semanas seguintes à invasão das sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro só foi possível devido à união das duas atribuições em um único ministério.

(Por Fernando Cardoso, em São Paulo)

Reuters

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