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Diplomata equatoriana é indicada como candidata a comandar ONU

Diplomata equatoriana é indicada como candidata a comandar ONU

Reuters

18/08/2026

Placeholder - loading - Ivonne Baki concede entrevista à Reuters em Quito    3 de junho de 2011   REUTERS/Gary Granja
Ivonne Baki concede entrevista à Reuters em Quito 3 de junho de 2011 REUTERS/Gary Granja

Atualizada em  18/08/2026

GENEBRA, 18 Ago (Reuters) - A diplomata equatoriana Ivonne Baki entrou ​na disputa para se tornar a próxima secretária-geral da Organização das Nações Unidas, ela anunciou nesta terça-feira, tornando-se a oitava candidata a substituir o português António Guterres no próximo ano.

Baki, que já atuou como ministra do governo equatoriano e como embaixadora na França, no Catar e nos Estados Unidos, foi indicada pela nação insular do Pacífico, Tonga, e é a segunda candidata do Equador.

O sucessor de Guterres terá a tarefa de revitalizar uma organização em crise e com prestígio em declínio, em meio à pressão para reformar o que os críticos consideram uma burocracia inchada e onerosa, além de reduzir a duplicação de funções entre suas agências.

“Estou pronta para ajudar a renovar ⁠a promessa ⁠fundamental da Carta das Nações Unidas: salvar as ​gerações futuras ‌do flagelo da guerra em um mundo onde os conflitos continuam a crescer”, disse Baki no X. “Estou pronta para trazer perspectivas externas, ideias novas, novos talentos e um compromisso inabalável de afastar o organismo mundial de um foco excessivo nos processos e direcioná-lo, em vez disso, para a obtenção de resultados ⁠concretos e mensuráveis.'

Baki já havia declarado a uma rádio equatoriana que sua candidatura conta ​com o apoio dos EUA e reconheceu publicamente sua amizade com o presidente Donald Trump e o ​ex-presidente Bill Clinton.

Em sua carta de indicação, o embaixador de ‌Tonga na ONU, Viliami Va’inga ​Tone, afirmou ⁠que a ONU “está em um momento crítico de transição e necessita de uma liderança experiente, baseada em princípios e unificadora para conduzir este período.”

Ele disse estar confiante de que Baki, de 75 anos, possui a experiência, a habilidade ​diplomática e a integridade necessárias para mobilizar a ONU e a comunidade internacional em geral a fim de fortalecer o multilateralismo.

A Dinamarca, atual presidente do Conselho de Segurança da ONU, afirmou que pretende realizar outra votação informal entre os membros do conselho na sexta-feira, como parte do processo de seleção do próximo secretário-geral da ONU.

GUTERRES ​DEIXA O CARGO NO FINAL DO ANO

Guterres deixa o cargo de chefe do órgão mundial no final do ano, após dois mandatos de cinco anos. Uma primeira votação indicativa no Conselho, composto por 15 membros, para substituí-lo ocorreu no final de julho.

O resultado mostrou a ex-vice-presidente da Costa Rica, Rebeca Grynspan, como a favorita inicial por uma pequena margem entre os sete candidatos atuais, seguida pela ex-ministra das Relações Exteriores da Guiana, Carolyn Rodrigues-Birkett, e pelo argentino Rafael Grossi, chefe da agência nuclear da ONU.

É fundamental evitar o veto de qualquer um ​dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança – China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos –, e esses países ‌têm visões de mundo amplamente divergentes.

Os precedentes sugerem ⁠que várias rodadas de votação poderão continuar nas próximas semanas e ser concluídas no final de setembro ou início de outubro. Outros candidatos ainda podem entrar na disputa, e o processo poderá se prolongar caso ⁠não surja um candidato de consenso.

Os outros candidatos são a ex-presidente chilena ⁠Michelle Bachelet, a ex-ministra das Relações Exteriores do ⁠Equador Maria Fernanda Espinosa, o ⁠ex-presidente ​senegalês Macky Sall e o diplomata ugandense Olara Otunnu.

(Reportagem de Emma Farge, em Genebra, e David Brunnstrom, em Washington)

Reuters

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