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Diretora do Fed diz não estar pronta para cortar juros até que desaceleração da inflação seja clara

Diretora do Fed diz não estar pronta para cortar juros até que desaceleração da inflação seja clara

Reuters

27/06/2024

Placeholder - loading - Diretora do Federal Reserve Michelle Bowman  03/05/2019.   REUTES/Ann Saphir/File Photo
Diretora do Federal Reserve Michelle Bowman 03/05/2019. REUTES/Ann Saphir/File Photo

Por Michael S. Derby

(Reuters) - A diretora do Federal Reserve Michelle Bowman reiterou nesta quinta-feira que ainda não está pronta para apoiar um corte na taxa de juros do banco central norte-americano com as pressões inflacionárias ainda elevadas.

A atual orientação da taxa de juros do Fed continua 'restritiva' e as pressões sobre os preços deveriam arrefecer mesmo com a manutenção da política monetária nos níveis atuais, disse Bowman em um discurso na Convenção Anual da Associação de Banqueiros de Idaho, Nevada, Oregon e Washington 2024.

'Se os dados que estão chegando indicarem que a inflação está se movendo de forma sustentável em direção à nossa meta de 2%, eventualmente será apropriado reduzir gradualmente a taxa básica para evitar que a política monetária se torne excessivamente restritiva', disse Bowman, acrescentando que 'ainda não chegamos ao ponto em que seja apropriado reduzir a taxa de juros, e continuo a ver vários riscos de alta para a inflação'.

Bowman acrescentou que continua 'disposta a elevar a taxa de juros em uma reunião futura, caso os dados recebidos indiquem que o progresso da inflação estagnou ou se inverteu'.

Nesta quinta-feira, Bowman disse que a atividade geral está forte este ano, mas que se moderou, em meio a uma paralisação no progresso da inflação. Ela observou que a flexibilização das condições financeiras está criando desafios para a direção futura dos preços.

'Há também o risco de que o afrouxamento das condições financeiras desde o final do ano passado, refletindo ganhos consideráveis nas avaliações de ações, e o estímulo fiscal adicional possam dar mais impulso à demanda, paralisando qualquer progresso adicional ou até mesmo fazendo com que a inflação se reacelere', disse ela.

Reuters

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